O dermatologista Steve Wang trata
pacientes com câncer de pele todos os dias em um hospital Sloan Kettering em
Nova Jersey, por isso ele sabe bem que os filtros solares não dão conta do
recado.
Padrões de aprovação mais rigorosos
nos EUA paralisaram a inovação e limitaram as opções para se defender dos raios
ultravioleta nocivos do sol. Isso significa que os americanos não têm acesso
aos filtros mais eficazes, desenvolvidos por fabricantes de produtos químicos
como a Basf e por empresas de cosméticos como a L’Oréal, amplamente utilizados
há anos em protetores solares fora dos EUA, como no Brasil.
Ajuda do Congresso
O setor de protetores solares, avaliado em US$ 1,2
bilhão, pediu ajuda ao Congresso para abrir caminho para filtros solares
melhores. A legislação pendente para acelerar as aprovações se tornou ainda
mais urgente neste mês, quando os legisladores havaianos votaram pela proibição
de dois dos ingredientes mais utilizados nos EUA, porque esses químicos podem
prejudicar os recifes de corais. “Com o Havaí, estamos indo na direção errada”,
disse Michael Kaplan, presidente da Aliança de Pesquisa sobre Melanoma.
“Trata-se de um motivo real de preocupação, porque mais de 9.000 pessoas morrem
todos os anos por melanoma.”




