Se proteger do sol e ficar
maquiada com o mesmo produto. Ou evitar a exposição à radiação ultravioleta e,
de quebra, espantar as picadas dos mosquitos. Protetores solares com
pigmentação ou repelentes são as novas tecnologias que empresas de cosméticos apostam
para o verão que está por vir.
Um centro de pesquisa, que funciona dentro da
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde peles sintéticas são usadas
para os testes de pigmento que mais se assemelham ao tom da cor do brasileiro,
realiza testes também com esses produtos. “As peles com diferentes tons são para
ajudar no desenvolvimento e a escolha dos fototipos. No Brasil, temos
diferentes fototipos e sabemos que há diferentes tons de pele também. O produto
com pigmento foi desenvolvido pra atender todos os tipos de pele e conseguir
entregar pra consumidora aquela cor”, explica a pesquisadora Tássia
Hanashiro.
O pigmento aliado ao protetor
solar pode ser usado como maquiagem, mas os cientistas explicam que a cor não
protege mais a pele do que os produtos convencionais contra os raios UVA e UVB,
a luz solar. “O protetor com pigmento não faz com que exista uma ação
prolongada da proteção. O indicado é a reaplicação do produto a cada duas horas,
assim como indica a Sociedade Brasileira de Dermatologia. Consumidoras optam
pelo protetor com cor para disfarce das imperfeições. O pigmento cria uma
barreira física sobre a pele e protege da luz visível, que é a luz do
escritório, do computador, celular”, conta Erica Menezes, gerente de
produto.
De acordo com Andreia F.
Costa, diretora de pesquisa e desenvolvimento de Dermocosméticos Hynova, a
criação de um produto “metade filtro solar, metade base” é como uma
alquimia. O pigmento branco é o que vai dar a cobertura uniforme. O laboratório
trabalha com uma escala de cores que tenta abranger a maior parte dos tons de
peles que existem no Brasil. “Eu acerto os pigmentos: faço a cobertura com
o branco, depois coloco o amarelo, o vermelho, e faço um ajuste fino com o
preto”, explica.




