
Em meio às discussões do ajuste fiscal e das várias promessas de preservação dos programas sociais, foi anunciado recentemente um corte de R$ 578 milhões nos recursos destinados ao Programa Aqui Tem Farmácia Popular.
O corte, que ainda precisa ser aprovado pelo Congresso, afetará os medicamentos oferecidos com desconto na aquisição, e o efeito será imediato.
A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) aponta que o corte de recursos irá acarretar no fechamento de farmácias de pequeno e médio porte que têm parcela significativa de seu faturamento vinculado ao programa e aumentará ainda mais a concentração de mercado nas grandes redes.
Tal medida também pode influenciar na geração de empregos no setor de farmácias e perfumarias, o único varejista que, mesmo em uma conjuntura de crise, registrou uma expressiva geração de vagas em 2015.
De acordo com a Entidade, mesmo com as promessas de continuidade dos programas sociais, o fim do programa – cujo montante de recursos previstos para este ano é de R$ 2,9 bilhões – causaria o fechamento de quase 11 mil vagas de emprego formal no comércio varejista do setor.
Dados da FecomercioSP apontam que, enquanto o comércio varejista fechou 235.710 vagas em todo o Brasil até setembro, o segmento de farmácias foi o que mais abriu vagas, com um saldo positivo de 10.875 empregos com carteira assinada. Só no Estado de São Paulo, foram 2.677 novos postos de trabalho.
Estimativas da Federação mostram que o varejo de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos irá faturar cerca de R$ 120 bilhões em 2015.
Apesar de pouco representativo sobre o total, o corte de R$ 578 milhões proposto para o orçamento de 2016 poderá provocar o fechamento de aproximadamente 2,2 mil vagas de emprego.



