sexta-feira, 19 jun 2026 ☀ Franca/SP 15°C
DólarR$ 5,18▲ 0,0%
EuroR$ 5,98▲ 0,0%
Selic14,50%▲ 0,0%
BitcoinR$ 326 mil▲ 0,0%

Franca aparece na lista da vergonha de “Spotlight – Segredos Revelados”

Considerado melhor filme do ano, Spotlight relata a investigação de casos de abusos sexuais na igreja

Compartilhar

Produzido em 2015, mas com lançamento previsto para este dia 7 de janeiro, “Spotlight – Segredos Revelados”, coloca o nome de Franca e de outras cidades brasileiras numa lista mundial da vergonha. O drama e suspense dirigido por Tom MacCarthy, com astros e estrelas de primeira grandeza como Michael Keaton, Mark Ruffalo, Stanley Tucci e Rachel MacAdams é baseado numa história real. Eles interpretam os jornalistas do “Boston Globe”, que reuniram milhares de documentos capazes de provar diversos casos de abusos de crianças, causados por padres católicos. A investigação possibilitou descobrir como a hierarquia católica local, presidida pelo cardeal Bernard Law, acobertou de maneira sistemática os abusos sexuais cometidos por mais de 70 padres em Boston e cidades próximas.

Os artigos publicados renderam aos jornalistas o Prêmio Pulitzer, um dos mais importantes do mundo.

Depois de contar a história, num ritmo que mistura drama e suspense, a película relaciona as cidades, seguidas do respectivo país, em que foram registrados casos de abusos sexuais por padres da igreja. 

Continua depois da publicidade

História

Quase 1.500 vítimas testemunharam durante o processo e o escândalo de pedofilia foi seguido por inúmeras outras revelações envolvendo membros da Igreja por todo o mundo, particularmente na Irlanda. Foi nesse período que aflorou em Franca a denúncia de abuso sexual de quatro adolescentes, entre 11 e 16 anos, pelo padre José Afonso Dé, quando dirigia a Paróquia São Vicente de Paulo. Pelos crimes, o padre foi condenado a 60 anos de prisão, mas ganhou o direito de responder em liberdade.

Consequências

Durante anos, líderes religiosos ocultaram o caso transferindo os padres de região, ao invés de puni-los pelo caso. Mas dez anos depois, o Vaticano afirma ter aprendido as lições do passado e que os procedimentos em vigor para impedir tais crimes evitaram a repetição de escândalos similares. Esta luta da Igreja foi marcada por várias etapas: em 2011, o Vaticano instou todas as conferências episcopais a colaborar com os juízes civis e a desenvolver normas contra os padres culpados ou suspeitos; em 2013, a Santa Sé reforçou a legislação penal, acabando com a impunidade de seus prelados; em 2014, a Pontifícia Comissão para a Proteção Infantil, constituída por 17 especialistas, incluindo vítimas, foi criada. Em junho, o Vaticano também estabeleceu um corpo para julgar pela lei canônica os bispos que protegeram padres pedófilos.

“>

Cesar Colleti

O que acontece e como acontece em Franca e região