Uso de máscara no transporte coletivo de Franca é recomendado, mas não obrigatório
As prefeituras de Franca e Ribeirão Preto informaram nesta sexta-feira (25) que permanece facultativo o uso de máscara no transporte público de ambas as cidades.
Na última quinta (24), o governo do estado anunciou que, a partir deste sábado (26), o uso da proteção volta a ser obrigatório nos transportes por causa do aumento dos casos de Covid-19. O decreto foi publicado nesta sexta.
Em nota, a Prefeitura de Ribeirão ressaltou que as máscaras seguem sendo exigidas apenas em locais destinados à prestação de serviços de saúde. No entanto, diz que monitora os indicadores para adoção de eventuais novas medidas.
Na semana passada, o Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa) do município chegou a emitir um comunicado onde recomenda o uso de máscaras de proteção facial em ambientes fechados e com aglomerações.
A recomendação ocorreu em meio ao aumento de infecções e à descoberta na cidade de uma variante inédita no Brasil.
“A Prefeitura informa que acompanha, por meio da Secretaria Municipal da Saúde, os indicadores de casos e internações por Covid-19 para adoção medidas sanitárias na cidade”, diz.
Já em Franca, a prefeitura informou que recomenda à população o uso de máscara no transporte público, mas que não há obrigatoriedade.
Volta da obrigatoriedade no estado
O anúncio do estado sobre a volta do uso obrigatório de máscaras no transporte público ocorreu na tarde da última quinta-feira, depois de uma análise técnica do Conselho Gestor da Secretaria Estadual de Ciência, Pesquisa e Desenvolvimento em Saúde.
O governo recomendou que a medida seja adotada por todos os municípios do estado de São Paulo e reitera que é “fundamental que a população esteja com o ciclo vacinal completo para assegurar maior proteção contra o coronavírus”.
Nas últimas semanas, o estado de São Paulo tem apresentado aumento na transmissão, que se reflete principalmente nos indicadores de internações por Covid-19 em leitos de enfermaria e UTI, que nos últimos 14 dias mostram crescimento de 156% e 97,5%, respectivamente, chegando a uma média diária de mais de 400 novas internações.
Embora existam sinais de que a curva de internações esteja chegando a um patamar na Região Metropolitana do estado, observa-se a interiorização, com crescimento de novas internações e ocupação de leitos de UTI nas regiões do interior e litoral paulista.
Soma-se a isso um número crescente de profissionais de saúde se afastando do trabalho por apresentarem Covid-19.
“Circulam atualmente diversas subvariantes da variante Ômicron, ainda com predominância da subvariante BA.5 e crescimento progressivo da casos relacionados à subvariante BQ1”.
“As internações referem-se principalmente a pacientes mais idosos e/ou com comorbidades/imunodeprimidos, mais vulneráveis a descompensações e complicações relacionadas à infecção pelo Sars-Cov-2, o que permite prever aumento de óbitos nas próximas semanas”, diz o governo estadual.
*Informações G1



