Achocolatado diet, água de coco, sabonete neutro, granola, talco, açúcar mascavo e suco de cramberry. Os itens poderiam fazer parte de uma excêntrica lista de supermercado, mas na verdade são produtos que tornaram o estado de São Paulo alvo de ações judiciais.
Os abusos começaram há 10 anos com a falsificação de atestados médicos para conseguir remédios para psoríase, num rombo de R$ 63 milhões.
Os valores foram crescendo a galope e ultrapassaram R$ 1 bilhão em 2015 e 2016. Foi por causa disso que o governo decidiu agir em duas frentes: informatizar os processos judiciais e usar especialistas para ajudar os juízes.
Davi Uip foi Secretário da Saúde por quatro anos e meio na gestão Geraldo Alckmin, mas reconhece que a contraofensiva precisa avançar.




