
Franca voltou a surpreender, foi na contramão do resto do País e gerou 671 novas vagas de emprego no mês de abril, fazendo subir o saldo positivo entre contratações e desligamentos para 5.573 empregos novos de janeiro a abril de 2016.
Os dados do Caged – Cadastro geral de Empregados e Desempregados – do Ministério do Trabalho, divulgados ontem, mostram que a cidade fez no mês passado, 4.091 contratações e 3.420 desligamentos, o que deu o saldo positivo de 671 vagas de emprego criadas em abril.
No ano, Franca acumula 5.573 empregos criados, com 18.907 contratações contra 13.334 demissões, no período de janeiro a abril, segundo os dados divulgados pelo Caged, ontem (25), à tarde.
Em 9 municípios da região, onde os dados são levantados como “micro-região de Franca, o saldo também é positivo no ano. Contam as cidades de Franca, Cristais Paulista, Itirapuã, Jeriquara, Patrocínio Paulista, Pedregulho, Restinga, Ribeirão Corrente, Rifaina e São José da Bela Vista.
Nestas nove cidades, segundo o Caged, houve a contratação de 21.492 trabalhadores com o desligamento de 15.186, portanto com saldo positivo de 6.306 empregos criados no período.
Abril – Indústria
Em abril, na Indústria da Transformação, o saldo positivo é de 526 novas vagas (contratação de 1.968 e demissão de 1.442).
O setor de calçados representou 465 novas vagas (1.530 contratados e 1.062 desligados).
No setor de borracha e couros (curtumes) o saldo positivo de abril é de 18 vagas, com 138 contratos e 120 rescisões.
Na indústria de vestuário, onde Franca também tem números expressivos de empregos, foram 56 contratações e 47 demissões, com saldo positivo de 9 empregos.

No Brasil
Os dados do País mostram que Franca realmente está na “contramão” da crise, pelo menos em termos de contratação de empregados com carteira assinada (empregos formais).
O Brasil fechou 62.844 vagas formais de trabalho em abril, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado pelo Ministério do Trabalho nesta quarta-feira. Foi o o décimo-terceiro mês seguido de fechamento de vagas com carteira assinada.
O desempenho pior do que o esperado e levou para 378.481 o número de postos de trabalho formais fechados apenas em 2016.
As demissões líquidas (saldo entre contratações e cortes) ocorreram praticamente em todos os setores no mês passado.
O pior resultado foi o do comércio, que fechou 30.507 empregos com carteira assinada. Também tiveram perdas os setores da construção civil (-16.036 postos), da indústria da transformação (-15.982 vagas) e de serviços (-9.937 empregos).
A administração pública mostrou abertura líquida de vagas em abril, com 2.225 postos, e a agricultura também teve resultado positivo (+8.051 vagas).
O mau resultado vem da economia em recessão, que afeta a confiança dos agentes econômicos.
Ainda segundo a Caged, no acumulado em doze meses, o Brasil perdeu 1,82 milhão de postos com carteira assinada.
A taxa de desemprego encerrou o primeiro trimestre em 10,9%, com 11,1 milhões de desempregados, de acordo com os últimos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).



