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Francano acusado de fraude na Operação Cartas Brancas é preso em Miguelópolis

Pugliesi Filho era homem de confiança do prefeito Juliano Mendonça que também está preso

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Francano que atuava em Miguelópolis está preso desde quarta-feira

​Foi preso na quarta-feira (20) o presidente da comissão de licitação da Prefeitura de Miguelópolis, Maurício Pugliesi Filho, de tradicional família francana, que reside na cidade (localizada a 100 km de Franca) que foi abalada por mais um escândalo político.

Em Miguelópolis, Pugliesi Filho era homem de confiança do prefeito Juliano Mendonça Jorge (eleito pelo PV em 2012 e que atualmente é filiado ao PRB) e que também está preso numa operação realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado. 

Segundo investigações da Operação Cartas em Branco, deflagrada na terça-feira (19) pelo Gaeco e pela Procuradoria Geral de Justiça,o francano Maurício Pugliesi Filho é suspeito de facilitar fraudes em licitações públicas.

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Afastado por irregularidades
De acordo com a polícia, Pugliesi Filho foi afastado do cargo na prefeitura pela Justiça após denúncias de irregularidades em vários processos presididos por ele.

Durante o cumprimento do mandado de prisão na terça-feira, o suspeito que também promove viagens para compras no Paraguai, estava em Ciudad del Este. 

Maurício Pugliesi Filho trabalhou na campanha de Juliano Jorge e logo após a posse assumiu cargo de extrema confiança do prefeito. Depois de ter sido afastado da Prefeitura, ele trabalhava em uma agência de motos de Miguelópolis. 

O caso
Mais de R$  6 milhões podem ter sido desviados por fraudes em licitações da Prefeitura de Miguelópolis, segundo o Ministério Público (MP).

Segundo o promotor Paulo Radunz, do Gaeco, as irregularidades foram encontradas em pelo menos 40 contratos assinados entre 2013 e 2015.

O esquema atuou em licitações para prestação de diversos tipos de serviço, segundo as investigações. Foram identificadas fraudes em contratos de transporte escolar, para compra de material de escritório, consultorias, entre outros serviços.

Na primeira fase da operação foram presos o prefeito de Miguelópolis, Juliano Mendonça Jorge (PRB), e mais 12 pessoas entre funcionários e ex-funcionários do departamento de licitações e uma empresária da cidade.

Prisões prorrogadas

Foram prorrogadas até a próxima quarta-feira (27) as prisões temporárias dos 14 suspeitos de envolvimento no esquema de fraudes em licitações na Prefeitura de Miguelópolis (SP). Entre os presos, apenas o prefeito Juliano Mendonça Jorge (PRB) prestou depoimento à Procuradoria Geral de Justiça.

Inicialmente, o prazo das prisões terminaria no sábado (23), mas como os advogados dos suspeitos solicitaram acesso ao processo movido pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), os outros 13 envolvidos ainda não foram ouvidos. O Ministério Público (MP) espera que o restante feche acordos de delação premiada.

Veja fotos de Maurício Pugliesi Filho reproduzidas do Facebook

Cesar Colleti

O que acontece e como acontece em Franca e região