O jovem Gustavo Santos, de 20 anos, mora em Bruxelas, na Bélgica, há duas semanas. Para ir para o país europeu, entre passagem e documentação, gastou R$ 3 mil. Seu sonho é conquistar uma vida melhor em um país onde a crise econômica não é um pesadelo, como no Brasil.
Gustavo morava na região do Leporace e tinha salário livre de aproximadamente R$ 1,5 mil, valor médio de uma cidade operária, como Franca. Mas tem um projeto de vida, que passa por melhorar sua condição de vida ainda durante sua juventude.
O rapaz deixou então para trás familiares e amigos e embarcou para a Bélgica. Nos primeiros dias, estranhou a cultura do país europeu, mas logo se acostumou, até porque a comida caiu no seu gosto. “Como coisas que são caras no Brasil, como picanha, Nutella e salmão a hora que eu quero porque aqui é muito barato”, afirmou.
Em Bruxelas, Gustavo divide o apartamento com outro brasileiro. O espaço é apertado e o custo é de R$ 800 por mês. Está procurando emprego e, por ter apenas visto de turista, que vale por três meses, deverá encontrar colocação na construção civil ou de auxiliar de cozinha.
Disse que não se importa, até porque o salário compensa. “São nove euros por hora e dá pra trabalhar até dez horas por dia, todos os dias. Dá um salário de quase R$ 10 mil por mês, dá para fazer meu pé de meia”, afirmou.
A intenção de Gustavo é permanecer na Bélgica, mesmo depois do vencimento de seu visto de turista. Segundo o rapaz, as autoridades não têm tanta preocupação com estrangeiros ilegais, como nos Estados Unidos. “O máximo que acontece é eu ser deportado para o Brasil de graça. Então, vou continuar e tentar fazer minha vida aqui. A não ser que eu me case com uma belga né? Mas geralmente quem vem pra cá não volta”, brincou o jovem.



