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Francanos fazem “formigueiro humano” e lotam supermercados na reabertura do comércio

Movimentação esteve acima do normal também em farmácias e nas agências bancárias na região central de Franca

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Movimento da manhã desta sexta-feira no Atacadão de Franca: com essa aglomeração, vem aí a 3ª onda de covid em Franca

O primeiro dia de reabertura do comércio em Franca saiu pior do que a encomenda.

Como se estivesse tirando o atraso dos dias de comércio fechado, a população de Franca lotou estabelecimentos comerciais, sobretudo supermercados, durante toda a manhã.

Pouco depois das oito horas no Atacadão, por exemplo, a fila de carros era grande nas duas entradas. O estacionamento interno também estava abarrotado de veículos.

Ansiedade

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O mesmo se deu em praticamente todos os grandes supermercados e atacadistas de Franca.

Mesmo nas farmácias a movimentação de pessoas foi grande, pois muitos deixaram de comprar os medicamentos no período de lockdown.

“O sistema de entregas não funciona para esses comércios de grande movimento como supermercados e farmácias. Então vou comprar o que ficou para trás e fazer um pequeno estoque”, disse a dona de casa Sônia Pacheco.

No centro da cidade o movimento também foi acima da média, tanto por causa de reabertura das lojas, mesmo sem o público poder entrar, como pela proximidade com o Dia dos Namorados, que será comemorada neste sábado.

Preocupação

A preocupação das autoridades de saúde e sanitárias se justifica com esta nova reabertura, pois os números de Franca ainda não são bons.

Basta verificar a lotação de praticamente cem por cento nos leitos de tratamento intensivo, tanto na rede pública como na privada e também a ocupação de vagas de enfermaria, que está no limite.

Em princípio, dá a entender que grande parcela da população está com mais medo de ficar com a dispensa vazia do que de perder um ente ou um amigo em decorrência do coronavírus.

Nos bancos, a situação também ficou caótica, com a fila dobrando quarteirões em praticamente todas as agências, mas sobretudo em frente à Caixa Econômica Federal, em razão do pagamento do auxílio emergencial do governo.