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Francanos vão às urnas sem principais protagonistas da eleição municipal de 2012

Das improbabilidades de quase 4 anos atrás, Alexandre e Graciela são passado no momento político

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Algumas coisas eram improváveis antes e depois das eleições de 2016. Improvável (antes) que Alexandre Ferreira, patrocinado por Sidnei Rocha, fosse ao 2º turno e derrubasse nas urnas, a delegado Graciela David. 

Improvável (depois) que Sidnei perdesse o total controle sob sua “criatura” Alexandre, após eleito e empossado. Não durou muito. 

Improvável (antes) que tendo conseguido chegar ao 2º turno, Graciela perdesse para Alexandre Ferreira, um secretário de Saúde que enfrentara vários problemas, era chamado de “poste” e que seria “marionete” de Sidnei Rocha ao governar. 

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Improvável (depois) que Graciela David, com boas votações nas eleições municipais e nas duas vezes que tentou o parlamento, desprezasse sua herança eleitoral. 

Todas as improbabilidades de antes e depois das últimas eleições municipais em 2012 se confirmaram de forma cristalina em menos de dois meses.

Alexandre Ferreira foi ​derrotado pelo próprio Sidnei na busca pela vaga do PSDB para tentar a reeleição, desta vez com “luz” e eleitorado própríos, enquanto Graciela David surpreende e a todos, desistindo da candidatura ao cargo do qual ela esteve tão perto em 2012.

Os dois foram desgastados ao longo de 3,5 anos por suas próprias características, seus próprios erros, seus próprios territórios.

Alexandre perdeu todos os aliados, começando pela quase totalidade da bancada tucana (leia-se Valéria Marson e Adérmis Marini) ficando com metade dela: Donizete da Farmácia e Jépy Pereira, este falecido em março passado.

Hoje, Alexandre tem apenas dois aliados, que ficaram com ele inclusive votando na Comissão Processante que pode cassá-lo: Donizete da Farmácia e Laercinho do Paiolzinho. 

Por onde andam os adesistas de primeira hora? Só para listar quem apoiava Alexandre depois da eleição e antes da derrocada total, com o rompimento de Sidnei Rocha, o atual prefeito tinha 14 dos 15 vereadores logo após a posse (menos Márcio do Flórida, então petista, hoje no PDT).

A lista: Daniel Radaéli (PMDB), Bahia (PTB), Pastor Otávio (PTB), Laercinho (PP, hoje PMDB), Nirlei de Souza (DEM, hoje PP), Jépy Pereira (PSDB), Marco Garcia (PPS), Adérmis Marini (PSDB), Valéria Marson (PSDB), Luís Antônio Cordeiro (PSB), Claudinei da Rocha (PP, hoje PSB), Donizete Mercurio (PSDB) e Luiz Vergara (PSB). 

De quebra, com a morte de Jépy Pereira, assumiu a suplência o vereador Marcelo Valim (que estava no PSDB, passou pelo PPS e caiu agora no PSD). Valim virou oposição desde que, na suplência, não foi chamado para cargo em comissão e nem para substituir algum vereador para assumir qualquer secretaria, abrindo espaço a ele na Câmara logo em 2013. 

Graciela sempre teve campanhas pobres. Ás vezes ricas em apoio e lampejos de boas propostas, mas sempre pobres financeiramente. E sem dinheiro não há candidato bom que aguente.

Graciela carregou em suas candidaturas ao parlamento federal e à Prefeitura em 2012, boa votação para vereadora e uma atuação que, se foi improdutiva em termos de projetos de lei e propostas orçamentárias, foi de visibilidade em termos políticos, com brigas de plenário, inclusive com o então presidente da Câmara, Dr. Joaquim e no âmbito da administração, contra Sidnei Rocha. Levou a fama de boa de briga, mas não levou os votos necessários para ganhar as eleições que disputou.

Agora, na hora decisiva do desenho eleitoral de 2016, Graciela anuncia sua desistência à candidatura. Ela não se desincompatibilizou do cargo público de Delegada da Mulher, alertada pelas possibilidades de irà disputa, não ganhar e perder benefícios da carreira, já que está prestes a ser promovida  a delegada classe especial e em seguida se aposentar com todos os benefícios permitidos. Não vale a pena arriscar, certamente pensou.

Voltando a Alexandre Ferreira, sua inusitada derrota nas prévias do PSDB, mesmo sendo presidente do Diretório Municipal do Partido (o que em tese lhe daria a maioria no colegiado partidário), surpreendeu, mas retratou um pouco o que ele já vivera antes das eleições de 2012.

Após superar crise interna e pesquisas,, ele foi eleito prefeito de Franca, vencendo justamente Graciela. em segundo turno. 

Sua candidatura, quando lançada, enfrentou a resistência de parte da ala local do PSDB.

Ferreira venceu o primeiro turno com 38,14% dos votos, contra 29,44% de Graciela. O resultado surpreendeu, pois a delegada-vereadora liderava as pesquisas de intenção de votos até então.

No segundo turno, ele ganhou o apoio do candidato derrotado no primeiro turno Marco Aurélio Ubiali (PSB).

Alexandre foi eleito com 57,98%? (95.267 votos?) enquanto Graciela marcou a média de suas tentativas de eleição ao parlamento, com 42,02%? (69.054 votos). 

Cesar Colleti

O que acontece e como acontece em Franca e região