
A onda do Black Friday não está mobilizando apenas as lojas do Brasil todo. Os funcionários do Banco do Brasil estão convocados para aderir ao Dia Nacional de Mobilização a ser realizado nesta sexta-feira, 25. A orientação é para todos irem trabalhar com roupas pretas, como protesto contra decisão da direção do BB de fechar agências e reduzir postos de trabalho.
“É a black friday no BB”, disse Juvandia Moreira, presidenta do Sindicato, durante o seminário “Se é público, é para todos”, na noite da última quarta-feira, 23. A mobilização foi aprovada durante o evento. “Temos de organizar atos nacionais porque nossa mobilização pode impedir esse desmonte”, disse também a dirigente durante o seminário. “Isso foi um total desrespeito com os bancários, com o movimento sindical, com a população. Reduzir o quadro de funcionários dessa forma e iniciar o desmonte de um banco público é prejudicar toda a sociedade. O BB responde por mais de 60% de todo o crédito agrícola, a Caixa responde por mais de 60% do crédito imobiliário. Os bancos públicos foram fundamentais para que o Brasil enfrentasse a crise financeira mundial porque ofertaram crédito e com isso geraram emprego e renda.”
A reestruturação do Banco do Brasil foi divulgada no último domingo, 20 e prevê o fechamento de 402 agências – cerca de 70 delas em São Paulo, Osasco e região – e a transformação de outras 379 em Postos de Atendimento Bancário (PABs). Em Franca e região serão fechadas 14 agências – além de duas em Franca, o BB fechará unidades em Batatais, Ituverava, Jardinópolis, Orlândia, Pedregulho e São Joaquim da Barra. Paralelamente a isso, haverá uma brutal redução no quadro de funcionários que, por meio de um Plano Extraordinário de Aposentadoria Incentivada (PEAI), pretende extinguir 18 mil postos de trabalho.
No dia seguinte ao anúncio o Sindicato cobrou uma reunião com o banco, realizada na última terça-feira, 22. “Deixamos claro que esse fechamento de agências, a redução de estrutura de unidades e a saída de pessoal, sem que haja reposição, irá precarizar o atendimento e piorar as condições de trabalho, o que pode provocar, inclusive, aumento de adoecimento de funcionários”, afirmou o diretor do Sindicato e integrante da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, João Fukunaga, logo após deixar a reunião.



