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Fundação Seade mostra que Franca e região resistem à crise com 6 mil empregos

Na Região Administrativa de Franca houve aumento de 6.236 postos de trabalho no trimestre

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Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho, os empregos formais celetistas no Estado de São Paulo, no 1º trimestre de 2016, retraíram-se em 81.782 postos de trabalho.

No mesmo período, na Região Administrativa de Franca – que detém 1,5% do total de empregos formais do Estado –, houve aumento de 6.236 postos de trabalho (24.203 admissões e 17.967 desligamentos).

Com essa movimentação, o número de empregos formais celetistas na região, ao final do 1o trimestre de 2016, foi de 179.40, 3,6% superior àquele registrado no 4º trimestre de 2015.

Já na comparação com o 1º trimestre do ano passado, o número de empregos formais diminuiu 4,2%, com a eliminação de 7.834 postos de trabalho.

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Região

Regionalmente, a ampliação de empregos formais, entre o 4o trimestre de 2015 e o 1o de 2016, deveu-se aos municípios das Regiões de Governo de Franca (geração de 5.713 postos de trabalho, ou 4,2%) e, em menor medida, São Joaquim da Barra (523, ou 1,4%).

 No comparativo com o 1o trimestre de 2014, a redução dos empregos ocorreu nos municípios das RGs de Franca (eliminação de 7.665 postos de trabalho, ou -5,2%) e São Joaquim da Barra (-169, ou -0,4%).

Segundo setores de atividade, no trimestre em análise, os empregos formais elevaram-se na indústria de transformação (geração de 5.034 postos de trabalho, ou 8,8%) – com destaque para preparação de couros e fabricação de artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (4.778, ou 22,0%) –, nos serviços (1.234, ou 2,3%) – em especial na administração pública, defesa e seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (657, ou 2,6%) e transporte, armazenagem e correio (248, ou 4,3%) – e na agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (526, ou 4,4%).

Ocorreram pequenas reduções no comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas (eliminação de 485 postos de trabalho, ou -1,2%) e na construção (-69, ou -1,0%).

Na comparação com o 1º trimestre de 2014, a retração dos empregos formais na região (-4,2%, ou eliminação de 7.834 postos de trabalho) deveu-se aos decréscimos na indústria de transformação (-6,4%, ou -4.289) – com destaque para o desempenho negativo em preparação de couros e fabricação de artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (-12,5%, ou -3.788) e positivo em fabricação de produtos alimentícios e de bebidas (6,6%, ou geração de 1.164 postos de trabalho) –, no comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas (-3,6%, ou -1.560), na construção (-13,2%, ou -999) e na agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (-6,8%, ou -912), uma vez nos serviços os empregos formais permaneceram praticamente estáveis (0,1%, ou geração de 53 postos de trabalho).

A partir da análise da movimentação de admissões e desligamentos segundo ocupações, podem ser obtidos importantes indicativos sobre as áreas profissionais mais dinâmicas e, eventualmente, com maiores necessidades de qualificação de pessoal.

A Tabela 2 (abaixo) apresenta as 20 ocupações com os maiores saldos positivos de janeiro a março de 2015, as quais responderam por 45,3% das admissões e 31,2% dos desligamentos na região, no período analisado. Como características mais gerais dessas ocupações, observa-se o predomínio daquelas com menores exigências de especialização e escolaridade, conforme a Classificação Brasileira de Ocupações – CBO.

Destacam-se os saldos positivos para preparador de calçados, sapateiro (calçados sob medida), trabalhador polivalente da confecção de calçados, acabador de calçados, costurador de calçados à máquina, cortador de calçados à máquina (exceto solas e palmilhas), alimentador de linha de produção, montador de calçados e preparador de solas e palmilhas, na indústria de transformação, para trabalhador da cultura de milho e sorgo, trabalhador da cultura de cana-de-açúcar, trabalhador agropecuário em geral e tratorista agrícola, na agricultura, e para auxiliar de escritório em geral, faxineiro e empregado doméstico nos serviços gerais, nos serviços, além da ocupação mecânico de manutenção de máquinas em geral, pertencente ao grande grupo 9 da CBO, trabalhadores de reparação e manutenção.

As informações da Tabela 2 (abaixo) também evidenciam as elevadas movimentações de admissões e desligamentos, característica de todos os mercados de trabalho do país, bem como o fato de que nem sempre as ocupações com maiores saldos são as que apresentam as maiores movimentações de admissões e desligamentos.

Em contraposição, a Tabela 3 (abaixo) traz as 20 ocupações com os maiores saldos negativos no mesmo período, que representaram 14,5% do total de admissões e 25,0% dos desligamentos na região. Sobressaem os saldos negativos para as ocupações com menores exigências de escolaridade e especialização, como vendedor de comércio varejista, operador de caixa, atendente de lanchonete, cozinheiro geral e vigilante, nos serviços e comércio, pedreiro, soldador, montador de estruturas metálicas, operador de produção (química, petroquímica e afins), embalador à mão, caldeireiro (chapas de cobre), instalador de tubulações, preparador de estruturas metálicas e pintor de obras, na indústria de transformação, trabalhador volante da agricultura e trabalhador no cultivo de árvores frutíferas, na agricultura, além de mecânico de manutenção de automóveis, motocicletas e veículos similares, pertencente ao grande grupo 9 da CBO, trabalhadores de reparação e manutenção.

Cesar Colleti

O que acontece e como acontece em Franca e região