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GAECO prende cunhado de ex-prefeito de Miguelópolis por suspeita de corrupção

Gaeco cumpriu hoje de manhã mais dois mandados de prisão e quatro de busca e apreensão

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O cunhado do ex-prefeito de Miguelópolis (SP) foi preso na manhã desta quinta-feira (2) em uma nova fase da Operação Cartas em Branco, realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) com apoio das polícias Civil e Militar.

Iniciada em abril do ano passado, a operação investiga esquema de fraides em licitações na Prefeitura, que teria desviado R$ 6 milhões dos cofres públicos. O Ministério Público cumpre três mandados de prisão e outros quatro de busca e apreensão nesta quinta-feira.

O promotor Rafael Piola, de Franca, disse que o ex-cunhado do prefeito, que foi preso, era responsável pela frota da administração pública e fraudava os contratos entre o governo e os postos de combustível.

O suspeito foi preso na casa da namorada, no Centro de Miguelópolis. Após a prisão, o Gaeco e a PM cumpriram um mandado de busca e apreensão na casa dele.

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“Ele tinha envolvimento com um posto de combustível: ficava no posto fazendo o controle de quem o ex-prefeito autorizava abastecer gratuitamente, ou não. Ele era um cargo de confiança”, explicou Piola.

A PM e o Gaeco também estiveram no posto de combustível, mas o proprietário não foi encontrado. A Justiça expediu um mandado de prisão contra ele. No local, os agentes apreenderam documentos no escritório.

Outros presos

O Gaeco deu início à Operação Cartas em Branco em abril de 2016, quando o ex-prefeito Juliano Mendonça Jorge (PRB) e outras 12 pessoas foram presas, entre empresários, funcionários e ex-funcionários do departamento de licitações da Prefeitura.

O grupo é suspeito de fraudar R$ 6 milhões em 40 contratos firmados entre 2013 e 2015, em licitações de transporte escolar, compra de materiais de escritório e consultorias. Com exceção do ex-prefeito, os demais suspeitos foram soltos após acordo de delação premiada.

Em julho, três advogados e um empresário foram presos em Miguelópolis, São Joaquim da Barra (SP), Jaú (SP) e Bocaina (SP). Dois meses depois, cinco vereadores e a secretária do ex-prefeito foram presos suspeitos de participação no esquema.

As investigações se concentram na Prefeitura de Miguelópolis, mas a Operação também fez buscas e apreensões em outras cidades. Em Ribeirão Preto (SP), por exemplo, um mandado de apreensão foi cumprido na casa da mãe do prefeito.

(Com informações do G1)

Cesar Colleti

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