
Os representantes dos revendedores e distribuidoras apontam que há atualmente uma dificuldade quanto ao abastecimento de GLP, também conhecido como gás de cozinha, no País.
Em Franca existem 23 postos autorizados de revenda de gás de cozinha (GLP), segundo a ANP e o preço médio é de R$ 46,50 e o máximo chegou a R$ 50 na semana passada, entre 10 e 16/07.
A divergência entre a Associação Brasileira dos Revendedores de GLP (Asmirg-BR) e o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás) é quanto à gravidade do cenário.
Enquanto algumas entidades enfatizam que se trata de um assunto grave, o Sindigás destaca que não há notícias de desabastecimento para o consumidor final.
Em Franca o cenário ainda é de tranquilidade quanto ao abastecimento, mas alguns revendedores consultados pelo Jornal da Franca afirmam que as informações desencontradas ainda deixam um saldo de preocupação.
Parte da origem das dificuldades é devido a paradas de manutenção nas refinarias da Petrobras localizadas na Bahia e no Rio Grande do Sul (a Refap, de Canoas). Essa circunstância causou uma limitação no fornecimento de gás no mercado nacional.
já há revendas paralisadas por falta de gás. De acordo com o sindicalista, essa situação vem se arrastando há quase 30 dias.
O dirigente acrescenta que a estatal não pode brincar com um produto essencial como é o gás de cozinha, que é vinculado à alimentação.
O presidente da Asmirg-BR comenta que a associação enviou por escrito a sua apreensão para o presidente interino, Michel Temer, e para o ministro de Minas e Energia, Fernando Bezerra Coelho Filho.
Borjaili enfatiza que há um descaso da Petrobras em relação ao segmento do GLP. No documento também consta a preocupação dos revendedores quanto a uma possível venda da Liquigás, distribuidora de gás da estatal.
Em nota, o Sindigás confirma que a Petrobras está enfrentando problemas pontuais com a manutenção de refinarias, o que está implicado o atraso na entrega para as distribuidoras que estão remanejando produto de diversas áreas.
O sindicato sustenta que não existe razão para corrida por gás por parte dos consumidores finais e que não há falta nas revendas de maneira generalizada.
Em caso de dúvida, a sugestão é que o cliente ligue para o 0800 de sua distribuidora de preferência, que indicará onde há oferta do produto desejado.



