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Gasto médio com almoço do Dia das Mães será de R$ 370 e com “vaquinha” em família

Famílias dividiram as despesas com o almoço para não deixar a data passar em branco, mas economizando dinheiro

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Famílias dividiram as despesas com o almoço para não deixar a data passar em branco, mas economizando dinheiro

Matéria publicada pelo jornal O Dia aponta que o primeiro Dia das Mães após o fim da emergência sanitária de covid-19 no Brasil terá casa cheia a maioria das famílias.

Levantamento feito pela Associação dos Supermercados do Rio de Janeiro mostra haverá mais comemorações do que no ano passado e o gasto médio do almoço será de R$ 370, divididos para a família.

O prato principal, segundo os dados coletados pela entidade, será a carne bovina, principalmente com os tradicionais churrascos, mesmo com a alta do valor do produto.

O presidente da Asserj, Fábio Queiróz, comenta que em 2022 haverá uma retomada nos gastos para datas especiais.

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“Apesar da inflação, mesmo que precise fazer um esforço, dividindo a conta entre os familiares, o consumidor está mais propenso a retomar as comemorações”, comentou.

IBGE

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) apontam que a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do mês de março fechou com um aumento 1,62%.

Já o acumulado de 12 meses chegou a 11,30%, o maior desde o início do plano real, em 1994. Na mesa dos brasileiros esse aumento pode ser visto no tomate que ficou 27,22% mais caro, e no preço da cenoura, que subiu mais 31,47%.

A contadora Ana Vogt, de 58 anos, diz que está empolgada com o almoço de domingo e vai receber os filhos, a mãe e a irmã, mas que a alta no preço dos alimentos não dá para ignorar.

“Este ano fazer o almoço do Dias das Mães vai ser um desafio, devido a alta dos preços em todas as direções. Os produtos estão um absurdo de caros. Já há muito tempo nós tivemos que aprender a substituir nossa alimentação para que coubesse nos nossos orçamentos”, desabafa.

FGV

Uma pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV) baseada no índice de Preços ao Consumidor – Mercado (IPC-M), do mês de abril mostra que a carne bovina demonstrou variação acumulada de 11,82% nos últimos 12 meses.

O prato feito, com alface, tomate, batata inglesa, cebola, arroz, ovos e frango está 23,53% mais caro do que no mesmo período de 2020, nos primeiros meses de pandemia. O economista e pesquisador da FGV do Instituto Brasileiro de Economia (IBRE) explica que o aumento se deu por diversos choques climáticos enfrentados nos últimos três anos.

O que se viu em Franca nos últimos dias foi supermercados lotados e compras a prazo, no cartão de crédito, dos ingredientes para este feriado em família.