O avanço da diabetes no Brasil pode fazer
com que os custos diretos e indiretos da doença dobrem até 2030, aponta
pesquisa divulgada nesta sexta-feira pela universidade britânica King’s
College, em parceria com a Universidade de Gottingen (Alemanha).
O estudo, que levantou dados de 180 países, levou em conta tanto
despesas com o tratamento médico da diabetes quanto os impactos na atividade
econômica – como a perda de produtividade de trabalhadores e as mortes prematuras
decorrentes da doença e de males associados, como problemas cardíacos.
Segundo o levantamento, os gastos do Brasil com a diabetes foram de US$
57,7 bilhões (R$ 190 bilhões, em valores atuais) em 2015.
Até 2030, essas despesas podem subir para US$ 97 bilhões, segundo
estimativas mais conservadoras, ou US$ 123 bilhões (R$ 406 bilhões), no pior
dos cenários avaliados pelo estudo europeu.




