Caminhando abaixo das expectativas de mercado, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de janeiro teve variação de 0,32%. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de dezembro havia sido de 0,15%. No acumulado de 12 meses, a inflação passou de 3,75% para 3,78%, ficando ainda bem abaixo da meta estabelecida para o ano pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 4,25% para este ano. Apesar disso, os preços dos alimentos subiram mais do que a média do indicador, provocando reclamações de consumidores nos supermercados.
É o caso da servidora pública Márcia Regina Maia, 42 anos. Ela tem feito a substituição de alimentos para reduzir as despesas mensais. “A carne bovina está um pouco cara; então, nesses dias, estamos comendo frango lá em casa”, revelou”. “Aumentaram também os preços do melão, dos ovos, da maçã e do feijão.”
O grupo de alimentos e bebidas teve taxa de 0,91% em janeiro, registrando o maior impacto no IPCA do mês. Segundo os cálculos do IBGE, houve grande encarecimento do feijão-carioca (19,76%); da cebola (10,21%); das frutas (5,45%); e das carnes (0,78%). O leite longa vida, após cinco meses consecutivos de queda, subiu 2,10%. Por outro lado, os preços do tomate recuaram 19,46%.




