O prefeito Gilson de Souza, do partido Democratas, convidou os vereadores francanos para uma reunião em seu gabinete na próxima segunda-feira, às nove horas.
Será a segunda tentativa de Gilson se reunir com os parlamentares para discutir as futuras votações da câmara, especialmente o projeto de lei que prevê alterações na legislação de parcelamento de solo no município.
O projeto já tramita na casa de leis e foi adiado por três sessões. Na semana passada, o Poder Executivo tentou incluí-lo na pauta em regime de urgência, mas os vereadores barraram a manobra, uma vez que não havia sido realizada a audiência pública prevista em lei para este tipo de alteração na legislação.
Na reunião agendada pelo prefeito na semana passada, com os mesmos 15 vereadores, somente 7 compareceram e outros 8 não deram as caras. A surpresa ficou por conta de Donizete Mercúrio (PSDB), que nenhum não costuma comparecer a reuniões políticas mas marcou presença no gabinete de Gilson.
A tese é de que parte do Legislativo está contra a gestão que Gilson vem fazendo em Franca. E ressabiados com seu relacionamento com a Câmara. Muitos projetos são apresentados em regime de urgência ou cheios de falhas para que o Legislativo aprecie, mas todos eles têm voltado para o Executivo – retirados ou adiados.
A mudança proposta por Gilson para o parcelamento de solo possibilitará que empresas construam casas para um público com renda que vai até R$ 2,7 mil. A relutância dos vereadores está ligada ao fato de o empreendimento ser totalmente particular e à desconfiança de que todo o esforço da prefeitura vise o benefício de algum grupo ou empresa.
Nos bastidores, expectativa é que pelo menos dez vereadores compareçam na reunião com o prefeito. Mas na prática, se isso se reverterá em apoio, só o tempo dirá.



