O prefeito Gilson de Souza (DEM) deve ser notificado nesta terça-feira da abertura da Comissão Processante instaurada na Câmara dos Vereadores para apurar denúncias contra ele.
A situação é séria e a comissão pode resultar na cassação do mandato do prefeito, que terá, a partir da notificação, a abertura de dez dias úteis de prazo para apresentar sua defesa por escrito aos vereadores membros da Comissão Processante, Adermis Marini, Della Motta e Arroizinho.
Gilson de Souza é acusado de renunciar a receitas por não fiscalizar os vendedores ambulantes que vêm atuando livremente nas ruas de Franca sem pagar qualquer taxa ou imposto para o município.
A denúncia também aponta para um suposto favorecimento de uma construtora de Ribeirão Preto, que utilizou a praça Nossa Senhora da Conceição para negociar empreendimentos seus, de natureza particular.
A Comissão Processante, a partir do recebimento da defesa de Gilson de Souza, terá mais cinco dias para decidir pelo arquivamento ou continuidade do processo de apuração das denúncias, que poderá chegar até à cassação de seu mandato.
O relator da Comissão Processante é o vereador Della Motta, que já afirmou que não vai buscar ajuda de fora da Câmara.
Sua assessoria será exclusivamente a assessoria jurídica que a Câmara Municipal já dispõe, além do seu conhecimento e da sua experiência de muitos anos na defesa da comunidade.



