No início do ano, a Prefeitura de Franca, por meio da Divisão de Trânsito, assumiu que intensificaria a fiscalização eletrônica sobre os motoristas da cidade. A ideia era instalar 11 equipamentos, entre radares fixos e lombadas eletrônicas.
Porém, o prefeito Gilson de Souza (DEM)
Outro ponto que colocaria Gilson em saia justa, foi as duras críticas que ele, enquanto candidato, já fez à utilização de radares fixos e lombadas eletrônicas. Em 2000, o então candidato a prefeito Gilson de Souza (terceiro colocado naquela eleição, com 21 mil votos, ou 15% do eleitorado) batia no prefeito da época, Gilmar Dominici, do PT, que havia instalado radares em vários pontos de Franca.
À época, os adversários, inclusive Gilson, alegavam que havia na cidade uma “indústria da multa” e que aquilo deveria parar. Vídeos gravados para os programas de televisão dos candidatos mostram Gilson em cruzamentos de ruas denunciando o que ele chamou de “indústria de multas”.
Em maio último, porém, Gilson demonstrou que suas convicções em relação aos radares são outras: anunciou que 11 equipamentos deveriam ser instalados em Franca, sendo nove radares fixos e duas lombadas eletrônicas.
A argumentação do prefeito atual é exatamente a mesma utilizada por Gilmar Dominici à época: a necessidade de se disciplinar o trânsito para diminuir o número de acidentes na cidade. Sem pôr e nem tirar uma linha.
É preciso dizer que a fiscalização eletrônica pode sim cumprir com seu propósito de diminuir a quantidade de acidentes. Os equipamentos são calibrados para não errar e não multar indevidamente os motoristas.
Mas também é sabido que são uma importante fonte de arrecadação, não porque constituem uma “indústria da multa”, como diziam Gilson de Souza e os demais concorrentes de Gilmar, mas pela reincidência dos motoristas em não cumprir a legislação de trânsito.
Diante disso, fica a dúvida do que mais motivará Gilson: a segurança da população e dos próprios motoristas e motociclistas ou o medo pelo desgaste político que os radares poderiam proporcionar.



