Com base no resultado de exames realizados em um bebê, nascido no Ceará, o Ministério da Saúde confirmou no último sábado (28) a relação entre o zika vírus e o surto de microcefalia na Região Nordeste. Em nota o ministério confirmou o resultado do Instituto Evandro Chagas, que anunciou ter identificado a presença do zika vírus em amostras de sangue e tecidos deste bebê. Segundo o instituto, o bebê apresentava microcefalia e outras malformações congênitas, e que acabou morrendo.
“Essa é uma situação inédita na pesquisa científica mundial. As investigações sobre o tema devem continuar para esclarecer questões como a transmissão desse agente, a sua atuação no organismo humano, a infecção do feto e período de maior vulnerabilidade para a gestante. Em análise inicial, o risco está associado aos primeiros três meses de gravidez”, informou Minsitério da Saúde, por meio de nota à imprensa.
Mobilização contra o Aedes aegypti
Ainda de acordo com o governo, o achado “reforça o chamado para uma mobilização nacional” para conter o mosquito transmissor, o Aedes aegypti, responsável pela transmissão da dengue, do zika vírus e da febre chikungunya. “O êxito dessa medida exige uma ação nacional, que envolve a União, os estados, os municípios e a toda a sociedade brasileira. O momento agora é de unir esforços para intensificar ainda mais as ações e mobilização”, acrescentou.
Com a aproximação do verão e do aumento das chuvas podemos ter uma nova epidemia em 2016, com complicações ainda piores com a chegada dessas novas moléstias em solo brasileiro. A nós só resta ficarmos atentos ao acúmulo de água em nossas residências. E auxiliar a vigilância epidemiológica.



