O Ministério Público de Contas (MPC) emitiu um parecer prévio indicando a rejeição das contas do governo de Minas no exercício financeiro de 2017.
Segundo laudo técnico do órgão fiscalizador, entre as várias infrações, o Estado deixou de aplicar os 25% do Orçamento na educação, valor determinado pela Constituição. O parecer mostra que o Executivo investiu 22,47%.
Na saúde, em que a lei determina um investimento de 12% do Orçamento, apenas 7,71% foram destinados ao setor, de acordo com o MPC. O documento ainda tem que ser julgado pelos conselheiros do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG).
A Promotoria de Contas sugere que o governo “aplique na MDE (Manutenção e Desenvolvimento do Ensino), com o devido acompanhamento do TCE-MG, até o final do exercício de 2018, o montante relativo à diferença entre o valor executado em 2017 e o limite constitucional (cerca de R$ 1,1 bilhão)”. O relatório também pede que o Estado quite, até o fim deste ano, os “percentuais faltantes referentes aos exercícios de 2015 e de 2016, relativos aos restos a pagar não processados e inscritos sem disponibilidade de caixa”.




