O Governador João Doria lançou nesta sexta-feira
(15/2) a primeira concessão rodoviária de sua gestão, que prevê investimentos
em torno de R$ 9 bilhões num período de 30 anos. O projeto inclui obras de
ampliação e modernização da infraestrutura de 1.201 quilômetros de rodovias,
sendo que 417 quilômetros de vias serão duplicados. O novo lote ligará a região
de Campinas, desde Piracicaba até Panorama – no extremo Oeste do Estado, divisa
com o Mato Grosso do Sul.
Com o marco regulatório consolidado e a
experiência acumulada, São Paulo agora avança e inova nas atuais concessões do
ponto de vista econômico, tecnológico e da segurança das suas estradas. O
modelo tarifário da nova licitação terá redução de até 20% no valor do pedágio
das praças atualmente operadas pela Centrovias e desconto adicional de 5% para
quem usar o sistema eletrônico de tag. Além disso, a nova concessão prevê
tarifa flexível por fidelidade, com desconto progressivo para usuários
frequentes, e a possibilidade de implantação do sistema Ponto a Ponto, no qual
usuários pagam por trecho percorrido. Essa também será a primeira Rodovia
Carbono Zero do país – isto é, a concessão prevê compensação de emissões de gás
carbônico decorrentes da operação, que poderá ser viabilizada com a utilização
de veículos e equipamentos nos seus serviços de operação movidos à energia
limpa; praças de pedágios e iluminação abastecidas com energia solar, entre
várias outras práticas. Esta obrigação será fiscalizada por certificação.
O novo lote, entre Piracicaba e Panorama, é
composto pela malha de 218 quilômetros atualmente operada pela concessionária
Centrovias, do Grupo Arteris, cujo contrato vence este ano, além de 983
quilômetros operados pelo DER-SP que passarão a receber todas as modernizações
do Programa de Concessões Rodoviárias do Governo do Estado de São Paulo. Serão
beneficiados trechos das rodovias SP-304, SP-308, SP-191, SP-197, SP-310,
SP-225, SP-261, SP-293, SP-331, SP-294, SP-284 e SP-425.
Entre as intervenções previstas estão
duplicações, faixas adicionais, vias marginais e contornos urbanos, obras que
melhoram a fluidez, o escoamento da produção regional e a segurança viária.
Também serão implantados acostamentos, novos acessos e retornos, recuperação de
pavimento, passarelas e ciclovias. O projeto prevê, ainda, que a cada quatro
anos sejam realizadas revisões que possam adequar novos investimentos nas
pistas. Assim, poderão ser antecipados ou feitos novos investimentos, como
duplicações e faixas adicionais de acordo com a avaliação de novas demandas.




