Cálculo do Sindifisco, sindicato que representa auditores da Receita Federal, estima defasagem de 113,09% na isenção do IR desde 1996.
A equipe econômica pretende enviar ao Congresso um projeto para ampliar a faixa de isenção do Imposto de Renda (IR) da pessoa física de R$ 1,9 mil para até R$ 2,5 mil.
A medida faz parte do esforço para aprovar a reforma tributária fatiada no Congresso.
O valor ficaria abaixo do defendido pelo presidente Jair Bolsonaro e prometido na campanha eleitoral, de R$ 3 mil.
Segundo um auxiliar do ministro da Economia, Paulo Guedes, não há margem no orçamento para compensar a perda na arrecadação.
Por outro lado, esse ajuste já permitiria repor a inflação de 2016 para cá.
Cálculo do Sindifisco, sindicato que representa auditores da Receita Federal, estima defasagem de 113,09% desde 1996. A entidade defende que a faixa de isenção suba para mais de R$ 4 mil.
O novo limite de isenção ainda não está definido.
Embora o governo trabalhe com o plano de elevar a faixa para até R$ 2,5 mil, é possível que o valor final fique um pouco abaixo disso, em torno de R$ 2,2 mil ou R$ 2,3 mil.
Parte da equipe econômica defende que a mudança não seja acompanhada de revisão de deduções de gastos com saúde e educação, como chegou a ser aventado anteriormente, para não prejudicar a classe média.
Ajustes
Os detalhes da proposta do governo estão sendo fechados pela Receita Federal e a intenção é enviar a proposta nas próximas semanas.
Ela será acompanhada também de ajustes no IR das empresas, que é de 15% sobre o lucro, mais um adicional de 10%.
Segundo o jornal O Globo, a ideia é reduzir a alíquota principal em cinco pontos percentuais em dois anos, mantendo-se o adicional. Em contrapartida, o governo quer taxar dividendos entre 15% e 20%. O percentual ainda está sendo definido.
Também faz parte da proposta a unificação do IR sobre aplicações em 10% em renda fixa e planos de previdência.
Arrecadação
Atualmente, as alíquotas começam mais altas e depois vão caindo até serem zeradas se o investidor deixar o dinheiro por mais tempo.
A medida seria uma forma de compensar perda na arrecadação.
O governo pretendia zerar o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), mantendo o tributo apenas sobre bebidas, cigarros e automóveis.
Mas deve adiar os planos porque isso exigiria a criação de um novo imposto sobre transações, nos moldes da CPMF.



