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Governo quer novo imposto sindical que pode ser três vezes maior que o antigo

Apesar de o projeto que recria o imposto sindical não ter chegado à Casa Civil ainda, já contaria com o apoio do presidente Lula.

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Vinte e um alunos da Escola de Educação Especial Primavera, no Tarumã, receberam na manhã desta terça-feira (02) a carteira de trabalho. Foto: Valdecir Galor/SMCS

Apesar da reforma trabalhista ter sido implementada em 2017, durante o governo do ex-presidente Michel Temer (MDB-SP), o atual mandatário do Executivo, Luiz Inácio Lula da Silva, pretende trazer de volta o imposto sindical obrigatório.

A proposta, que se encontra no Ministério do Trabalho e deve ser apresentada até o fim do mês, vincula a taxa aos acordo de reajuste salarial.

O projeto fixaria a taxa em até 1% do rendimento anual do trabalhador, descontando da folha de pagamento – a quantia a ser paga seria definida em assembleias. As informações são do O Globo, que teve acesso à minuta do projeto.

Isso significa mais de três dias de trabalho em contribuição por parte do trabalhador. Antes de ser extinta, a taxa equivalia a um dia de trabalho.

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Palavra do ministro

“Não existe mais imposto sindical obrigatório. Mas uma democracia precisa ter um sindicato forte. O que está em debate é criar uma contribuição negociável. Se o sindicato está prestando um serviço, possibilitando um aumento salarial, é justo que o trabalhador não sindicalizado pague a contribuição. Se ele não aceitar pagar a taxa, é só ir à assembleia e votar contra”, afirmou o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, a O Globo.

Segundo o portal Metrópoles, Marinho também revelou que, apesar de o projeto não ter chegado à Casa Civil ainda, já conta com o apoio do presidente Lula.