Ana Cláudia Ferreira de
Oliveira era enfermeira em São Paulo quando há sete anos decidiu se mudar para
Franca para se dedicar a uma paixão antiga. Foi assim que a empresária de 38
anos abriu uma cafeteria com o objetivo de difundir uma cultura até então pouco
difundida de consumo de cafés especiais.
Com grãos selecionados de um produtor com fazendas em
Ribeirão Corrente, Patrocínio Paulista e Cristais Paulista, na chamada região
da Alta Mogiana, ela oferece aos clientes diferentes experiências de
degustação, ao preço de R$ 5,50 a R$ 16,90 por xícara, a depender do método
utilizado, de expresso e coador a prensa
francesa e sifão.
Por
vislumbrarem na bebida uma forma de estimular o turismo da cidade, ela e outros
oito empresários há um ano fundaram com a Associação do Comércio e Indústria de
Franca (ACIF) um núcleo que incentiva o turismo em torno dos
estabelecimentos que servem cafés especiais.
Um
mercado que, segundo uma pesquisa do grupo ligado à ACIF, tem muito ainda
a ser explorado. A sondagem apontou que 87,2% dos consumidores de Franca tomam
café, 75% deles mais de uma vez por dia, mas apenas 10,6% o fazem em
cafeterias, com um gasto médio individual de R$ 20,00.




