
O Presidente do Sindicato dos Servidores de Franca, Fernando Nascimento tentou cooptar os vereadores mas não teve jeito: o prefeito Alexandre Ferreira conseguiu passar o Projeto de Lei que concede gratificação a médicos fora da negociação coletiva da entidade e sem respeitar o direito de reajuste de toda a classe dos servidores.
“Oficio foi protocolado na Câmara e Franca em referência ao aumento de 61% no caso de plantões dos médicos da rede municipal. Foi um aumento fora de época. Enquanto isso, o reajuste dos servidores é em março – O Prefeito está concedendo aumento (mesmo que plantão) a uma classe de servidores em desfavor a maioria da categoria de servidores públicos municipais”, disse Luiz Fernando.
Parte da categoria critica o Sindicato pelo fato de apenas ter enviado carta aos vereadores, sem que a entidade tenha convocado os servidores para estarem presentes na sessão da última quinta-feira que deliberou e aprovou o pedido do prefeito.
“Ao criar um sub nível onde estabelece um aumento de valores dos plantões, cria-se um desconforto e um ambiente de revolta entre os servidores, uma vez que o Chefe do Executivo está legalizando a indústria das horas extras e desta vez com auxílio e conivência desta Casa (Câmara de Vereadores), eis que o sub nível será pago apenas aos plantões extras”, criticou o Sindicato.
Pelo projeto aprovado pela Câmara, o médico que cumprir mais de 4,5 plantões de 24 horas por mês (cota mínima estabelecida por lei), passará a receber R$ 1,181,52 por plantão, um reajuste de 61% nos rendimentos, uma vez que o valor pago pela Prefeitura por plantão extra é de cerca de R$ 731,50.
O PL Complementar já foi sancionado pelo Prefeito Alexandre Ferreira, publicado no Diário Oficial do Município, portanto, já em vigor.
O servidor Pedro Baretto disparou tanto contra o Sindicato quanto contra os vereadores. Para o Sindicto mandou o recado: “O sindicato deveria ter convocado os servidores pra irem na Câmara protestar! Esse negócio de mandar cartinha não resolve! Eu avisei antes!”.
Já quanto à postura dos vereadores disse: “Esses vereadores são uns verdadeiros paus mandados, mas, se a categoria fosse em peso lá na câmara recuariam, são covardes”.
A servidora Tatiane Mara Campanaro se lembrou da postura da Câmara durante a greve de março passado, afirmando que não adiantaria lotar o Plenário e pressionar: “Mesmo na greve com a gente lá eles aprovaram e desaprovaram o que queriam, bem na nossa cara!”



