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Greve dos bancários chega ao 28º dia ainda sem previsão de terminar

Bancários devem se reunir em todo o país nesta segunda-feira, 03 para avaliarem o movimento grevista

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A greve dos bancários chega ao seu 28º dia e ainda não há previsão de acordo entre a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) e o Comando Nacional dos Sindicatos. A última reunião aconteceu no dia 27 de setembro, mas não houve negociação.

Na 10º rodada de reuniões, a federação ofereceu reajuste salarial para a categoria de 7,7% mais abono de R$ 3,5 mil, incluindo 0,5% de aumento real (acima da inflação) no ano que vem, mas o acordo não foi fechado, pois os bancários alegam que o índice não chega nem perto da inflação, que está em 9,7%.

Não há nova reunião marcada para discussão de novas propostas. No entanto, bancários em todo o país fazem assembleia nesta segunda-feira, 03, para avaliar o movimento.

Os bancários pedem 14,78% de reajuste para que seja reposta a inflação de 9,78% e haja ganho real de 5% nos salários. Também é pedido que piso salarial seja fixado conforme o salário-mínimo necessário aferido pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), que chegou ao valor de R$ 3.991,40 em agosto deste ano. Além disso, eles pedem participação nos lucros ou resultados (PLR) correspondente a três salários mais R$ 8.317,90.

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Esta greve é a mais demorada dos últimos 11 anos. Em 2004, a paralisação durou 30 dias, sendo que em 2012, foram 23 dias de paralisação.

Segundo o sindicato de São Paulo, o movimento atingiu hoje 848 locais de trabalho, sendo 833 agências e 15 centros administrativos. A estimativa é de que pelo menos 39 mil trabalhadores participaram das paralisações.

Os consumidores em Franca

O Procon Franca está acionando a Federação Brasileira dos Brancos, em razão dos efeitos negativos da greve do setor aos consumidores. Ao confirmar esse posicionamento, em face das muitas reclamações recebidas nos últimos dias, o órgão informou que já protocolou junto ao Ministério Público Estadual – Promotoria de Defesa do Consumidor de Franca, representação levando em conta os diversos prejuízos que o consumidor francano vem sofrendo em decorrência da greve dos bancários.

A representação formulada pelo Órgão de Proteção e Defesa do Consumidor levou em conta diversas reclamações de consumidores registradas, em face das mais variadas instituições financeiras que operam na cidade, sejam elas públicas ou privadas. Foram várias as queixas apresentadas pelos consumidores da cidade, chamando a atenção, entretanto, aquelas relativas a pessoas que não conseguem efetuar recebimentos de aposentadorias, auxilio reclusão, seguro desemprego, bolsa família, entre outras.

Acionaram e houve a necessidade da intervenção do PROCON para tal finalidade. “São quantias de caráter alimentar e, como tal, não podem deixar de ser pagas aos consumidores, haja vista a essencialidade do serviço em questão”, observou o diretor do órgão de defesa do consumidor, Wilian Karan Filho.

Outros casos também foram relevantes para que a representação fosse formulada, como por exemplo, aqueles onde os consumidores, por algum motivo, não conseguiram honrar seus compromissos através de outros canais de atendimento, tais como caixas eletrônicos, internet banking e etc. Em decorrência destes problemas, tais consumidores estão tendo seus contratos dados como descumpridos, com acumulo de juros e multas por atrasos que sequer deram causa.

Assim, diante dos acontecimentos foi requisitado ao Ministério Público o ajuizamento de Ação Civil Pública com pedido de liminar para determinar que as instituições financeiras, sob pena de multa diária, retomem as atividades básicas e essenciais ao público consumidor, respeitando percentual mínimo de funcionários para execução dos serviços. Foi pedido também, que os bancos se abstenham de eventuais cobranças de juros, multas contratuais e demais encargos financeiros, desde o inicio da greve, bem como a prorrogação de vencimento de títulos bancários e contratos por pelo menos 72 horas, a contar da normalização dos serviços.

O Procon conclui por fim, compreender que a greve é um direito constitucional garantido ao trabalhador, mas o direito do consumidor também está previsto na constituição, de modo que a paralisação não pode causar a ele nenhum tipo de prejuízo.

Orientações e mais informações, podem ser obtidas nas duas unidades locais, no Parque dos Pinhais – Alameda Vicente Leporace,4655 – ou no Centro da cidade – Rua Ouvidor Freire.

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