
Os professores da rede estadual de São Paulo adiaram a decisão sobre a greve, durante a assembleia realizada no último dia 29 no vão livre do MASP, na avenida Paulista, Capital.
Os docentes chegaram a votar a greve, porém a proposta foi negada pela maioria. Eles decidiram montar um calendário de mobilizações para, então, votar novamente a greve em uma reunião no dia 24 de maio.
Apesar da Apeoesp enfrentar resistência em sua representatividade em várias cidades do Estado, representantes de Franca participaram da assembleia em São Paulo e agora aguardam o cumprimento do calendário de mobilizações que foi montado logo depois da decisão sobre o adiamento de decretação da greve.
A entidade tem uma sub-sede em Franca que funciona no Bairro São José e abrange os municípios de Cristais Paulista – Itirapuã – Jeriquara – Patrocínio Paulista – Pedregulho – Restinga – Ribeirão Corrente – Rifaina e São José da Bela Vista
Já a sub-sede de Orlândia congrega os professores dos municípios de Aramina – Buritizal – Guara – Igarapava – Ipuã – Ituverava – Morro Agudo – Nuporanga, Sales Oliveira e São Joaquim da Barra.
Protesto na Alesp
A assembleia também aprovou um protesto no dia 17 de maio, na Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo), para exigir uma CPI que apure os desvios na merenda escolar, dos quais alguns assessores do Governo Alckmin estariam envolvidos. .
No dia 23, será realizada uma mesa de negociação com o secretário da Educação de São Paulo. E, no dia seguinte (24), uma nova assembleia, na praça da República, decidirá sobre a greve.
Os professores querem reajuste salarial que reponha a inflação do período. Também uma abertura de negociação para discutir a valorização dos profissionais, visando à equiparação salarial dos docentes com a média dos demais servidores do Estado com formação de nível superior.



