Segundo o engenheiro Bruno Pôssas, responsável pela equipe de pesquisas da empresa em Belo Horizonte, de 5% a 10% das consultas, em todo o mundo, já são feitas sem digitação

O buscador mais usado no mundo, o Google, completa 20 anos de operação em 2018. A ferramenta de pesquisas continua sendo a principal fonte de receita da multinacional, respondendo por cerca de 90% do faturamento da companhia norte-americana. No início dos anos 2000, o sistema se destacou por conseguir hierarquizar as páginas, definindo o que era mais relevante, apresentando resultados mais satisfatórios do que só concorrentes. Atualmente, o desafio é se adaptar às exigências dos usuários de internet por celular.
“Para chegar a uma resposta com o laptop, é muito mais rápido do que com a conexão 3G”, exemplificou o diretor de engenharia para América Latina do Google, Berthier Ribeiro-Neto, durante a entrevista coletiva que apresentou as evoluções do buscador em duas décadas, como o aprimoramento pela busca de voz. O acesso móvel apresenta, segundo o engenheiro, uma série de complexidades em comparação com os computadores de mesa, como a tela menor e a movimentação do usuário durante as consultas, dificultando, inclusive, a digitação.




