Terminou hoje mais uma rodada de testes de ataques de hackers – com a concordância do Tribunal Superior Eleitoral ao sistema de urnas eletrônicas do Brasil. Nos últimos dois dias, uma urna eletrônica foi sido alvo de mais um teste público – o terceiro – para garantir a segurança nas eleições municipais de 2016.
Feito em todo ano de eleição, o teste pretende detectar brechas tecnológicas do sistema e propor soluções aos problemas. São 13 pessoas, especialistas no assunto, tentando quebrar o sistema da urna por meio de um plano previamente traçado e divulgado.
O TSE afirmou “não se tratar de uma competição ou concurso, mas uma forma democrática e colaborativa”. O tribunal afirma que a parceria tem o objetivo de garantir que o sistema é plenamente confiável e transparente.
Os investigadores fazem parte de um “grupo de pessoas que tem formação na área de Tecnologia da Informação, ligadas a universidades, doutores, mestres e que leva os testes para um nível bastante superior, e isso é bastante favorável”.
Um dos exemplos citados pelo TSE da eficiência dos testes é que uma equipe de especialistas, como a de agora, encontrou, em 2009, ondas eletromagnéticas à medida que as teclas eram pressionadas.
Então, em cada tecla, o investigador identificou uma frequência diferente e, com um rádio receptor, captava essas frequências e traduzia o que estava sendo digitado. Apesar da eficácia estar restrita a uma distância de 12 centímetros, o teste proporcionou uma melhoria considerável no projeto da própria urna. Atualmente, o teclado da urna é blindado e criptografado.



