Essa semana, em conversa com um amigo sobre o assunto mais falado do momento – a Lava Jato, ele destacou a diferença de postura entre as grandes e ricas Familias Americanas ( como Ford, Rockfeller, Gates, que investem em Cultura, Educação, pesquisas contra o cancer, etc) com os famosos Clãs envolvidos nos roubos e falcatruas que tanto tem escandalizado o Brasil e o mundo.
Essa é uma questão interessante. O nome que carregamos pode ser um fardo ou um trunfo. Além do poder aquisitivo familiar, agregado ao nome, em si, estão todos os feitios dos nossos antepassados – os bem e os mal-feitos.
Diz-se que o povo tem memória curta – nem sempre. Estão sempre lembrando, sim, que o seu avô / seu pai / seu tio ou irmão era bão, correto, honesto, gente pra lá de boa! Ou… que passou a perna no fulano, deu um tombo no sicrano, comprou e não pagou, era uma praga de pessoa. E mesmo que você não o tenha siquer conhecido, carrega o pecado ou colhe os louros. Isso muitas vezes por várias gerações.
Um exemplo disso aconteceu recentemente na minha família. Meu filho arrumou uma namorada cujo avô conheceu demais o meu pai e dele tinha boas recordações. Na hora da apresentação não precisou de quase nenhum esforço para ser aceito e considerado gente boa. Aprovação imediata. Se meu pai tivesse sido outro tipo de pessoa, a situação seria outra. Meu filho estaria ferrado.




