
Eles são companheiros fiéis, carinhosos. Às vezes, parece até que entendem os sentimentos de seus donos. Mas qual é a explicação para os laços profundos que unem cachorros e humanos?
A resposta pode estar em uma substância: a ocitocina, um hormônio produzido na glândula hipófise superior, que tem conexão com o hipotálamo, região do cérebro ligada ao bem-estar, às emoções, e que geralmente é produzida quando alguém está perto de quem gosta muito. Por isso é chamada de “hormônio do amor”. “Quando um bebê olha fixamente para os olhos da mãe, os níveis de ocitocina no cérebro dela aumentam, reforçando a ligação dos dois”, observa o médico veterinário José Alexandre Guimarães, acrescentando que pesquisas já haviam demonstrado que a produção de ocitocina também aumenta quando alguém faz carinho ou olha fixamente para um cachorro.
Agora, uma pesquisa realizada na Universidade de Azabu, no Japão, com 30 cães e os respectivos donos, mediu os níveis de ocitocina na urina dos animais e dos humanos, antes e depois da observação. O responsável, Takefumi Kikusui, concluiu que, quanto mais os cães e os donos se olhavam olhos nos olhos, mais ocitocina produziam os seus cérebros. Para José Alexandre, esse mecanismo de produção da ocitocina ajuda a entender o processo de evolução de cães e de humanos. E explica porque muitas pessoas consideram esses bichos parte da família.




