Depois de uma semana vendo o irmão amarrado a uma maca em uma unidade de saúde em Ribeirão Preto a cuidadora Renata Macário desistiu de aguardar por uma vaga de internação em um hospital público e decidiu levá-lo para casa, onde deve continuar o tratamento contra o transtorno bipolar.
“A gente não pode fazer nada, você não tem direito nem de reclamar, porque acham que estão fazendo um favor para a gente. É desumano, é totalmente desumano o que acontece. Você chega, fica quatro, cinco dias, não tem previsão, não falam nada”, reclama.
O drama vivido por Renata é compartilhado por outras famílias de pacientes que precisam de internação em hospitais públicos paulistas. Segundo a Fundação Seade, o número de leitos oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) caiu 7,6% em cinco anos, passando de 60,1 mil, em 2013, para 55,5 mil, no ano passado.




