
O Brasil vem mostrando cada vez mais sua qualificação nas áreas da ciência e saúde. Prova disso é que a equipe de ginecologia da Divisão de Clínica Ginecológica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, em colaboração com o grupo de transplante hepático da instituição, realizou o primeiro transplante de útero de doadora falecida bem-sucedido da América Latina, e o terceiro no mundo. A paciente que recebeu o órgão não tinha útero, o que a impedia de engravidar.
Edmund Chada Baracat, diretor da Divisão de Ginecologia do Hospital das Clínicas, em destacou que esse é um projeto experimental e que, ao menos por enquanto, não está aberto à população em geral, embora tenha sido aprovado em todas as instâncias éticas do HC da Faculdade de Medicina e do Conep (Conselho Nacional de Ética e Pesquisa) e conte com apoio da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).
Outros dois transplantes similares foram realizados em Cleveland, nos Estados Unidos, e na Turquia. No procedimento de Cleveland, o útero teve de ser retirado logo após a cirurgia, enquanto no segundo caso, na Turquia, a paciente sofreu um aborto espontâneo. A Suécia também realizou transplantes de útero, mas de doadora viva – em um desses casos, a mãe doou o órgão para a filha.




