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Instituto Agronômico (IAC) expõe quatro cultivares de café na Agrishow 2018 –
IAC Catuaí SH3, IAC Obatã 4739, IAC 125 RN e Obatã Vermelho. O IAC IAC Catuaí
SH3, IAC Obatã 4739, IAC 125 RN são resistentes/tolerantes à ferrugem-da-folha,
principal doença do cafeeiro causadora de perdas de 30% a 50% na produtividade.
A IAC
Catuaí SH3, além da produtividade e resistência à ferrugem-da-folha, possui
menor exigência hídrica. Com esse perfil, pode ser cultivada em regiões mais
quentes ou onde tem havido veranicos mais frequentes nos últimos anos. Outro
atrativo dessas cultivares é que elas estão entrando no lugar de outros
materiais já lançados pelo Instituto, como o IAC Mundo Novo e IAC Catuaí que,
apesar de ocuparem cerca de 85% dos cafezais nacionais, são suscetíveis à
ferrugem. De acordo com produtores, a despesa para controlar a ferrugem gira em
torno de 8% do custo total da produção, por saca.
Devido
à resistência à ferrugem, essas três cultivares do IAC podem ser adotadas no
cultivo orgânico, nicho de mercado que proporciona aumento na renda dos
agricultores. O valor da saca do café em plantio convencional é de R$ 440,00,
enquanto que no sistema orgânico chega até a R$ 1.500,00 a saca.
A
cultivar Obatã Vermelho tem características sensoriais e qualidade de café
especial. Em junho de 2018, a cultivar estará no campeonato mundial, World
Barista Championship, em Amsterdã, na Holanda. O material será levado pelo
campeão do 17º Campeonato Brasileiro de Baristas, Thiago Sabino.




