Quase meio bilhão de pessoas no mundo ainda precisariam ser vacinadas contra a febre amarela. Isso 80 anos depois da chegada ao mercado da vacina para lidar com a doença. Um estudo realizado por cientistas das Universidades de Oxford e Harvard e da Organização Mundial da Saúde (OMS) constatou que apenas metade da população de áreas de risco está imunizada.
O trabalho, publicado no fim do ano passado, ainda se refere à realidade da doença em 2016. Não estão relatadas as campanhas de vacinação no Brasil em 2017 nem a ampliação das zonas de risco de transmissão.
De uma forma geral, houve um aumento substancial da cobertura de vacinas desde 1970. Mas hiatos notáveis ainda existem dentro das zonas de risco da febre amarela, alertam os cientistas.
O estudo ainda contou com a participação de pesquisadores da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) e mesmo do Ministério da Saúde no Brasil. “Estimamos que entre 393,7 milhões e 472,9 milhões de pessoas ainda precisam de vacinação em áreas de risco de transmissão de febre amarela para atingir os 80% de cobertura recomendados atualmente pela OMS”, apontam os autores do estudo.




