O Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria de transformação paulista apresentou forte queda de -10,2% em maio em relação a abril, na série com ajuste sazonal. O expressivo recuo foi influenciado pela variável de vendas reais, que cedeu -16% no mês, seguida por horas trabalhadas na produção (-2,3%) e o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI), -1,8 p.p. Já na série sem ajuste, o indicador cedeu -1,1% no mês e -4,2% na comparação com maio do ano anterior. No acumulado do ano, ficou positivo em 3,6% em relação ao mesmo período de 2017. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira, 29/06, pela Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp).
Segundo José Ricardo Roriz Coelho, presidente em exercício da Fiesp e do Ciesp, a greve dos caminhoneiros agravou um pouco mais uma recuperação que já vinha em ritmo lento. “Os resultados de 2018 já vinham bem abaixo do que imaginávamos quando fizemos as projeções em 2017. A greve dos caminhoneiros tornou mais grave a preocupação de crescimento ao longo do ano. Para os próximos três meses, não vemos nenhuma chance de recuperação da atividade da indústria. Provavelmente, vamos ter uma situação pior do que a do primeiro trimestre de 2018”, avalia.
No entanto, Roriz pondera que ainda é preciso analisar os reflexos que essa greve terá sobre as empresas. “As empresas têm seus compromissos financeiros e o fato de terem ficado cerca de20 dias sem vender vai agravar ainda mais a situação de capital de giro, que já era bem difícil. É um momento de muita apreensão e de muita preocupação”, completa.
Entre os setores pesquisados, os destaques ficaram por conta de metalurgia básica, cuja atividade cedeu -18,3% em maio, na série com ajuste sazonal. As horas trabalhadas na produção, o total de vendas reais e o NUCI recuaram -6,5%, -36,4% e 0,5p.p., respectivamente.




