Após sucessivas quedas desde o final de 2014, os índices da Sondagem Industrial do Brasil voltaram a crescer em janeiro de 2016. A pesquisa é realizada com base em dados sobre volume de produção, nível de utilização da capacidade instalada, estoques de produtos finais, perspectivas para os próximos meses quanto à demanda, compra de matéria-prima e exportação.
A demanda por produtos e, consequentemente, a compra de matérias-primas das indústrias cresceram, o que, de acordo com os pesquisadores, faz parte da elevação sazonal do começo do ano. O número de empregados da indústria também é outro índice que voltou a crescer no início de 2016.
Apesar da melhora na tendência, todos os indicadores continuam abaixo de 50 pontos. A mesma situação ocorre com o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) em relação às condições da empresa e expectativas. Apesar de apresentar leve melhora em dezembro de 2015 e janeiro de 2016, os índices também continuam abaixo de 50 pontos, o que indica pessimismo dos empresários do setor.
Na análise dos pesquisadores do Ceper, com as condições incertas e a economia em deterioração, será difícil para a indústria brasileira apresentar uma retomada mais consistente. Mesmo com a ajuda proporcionada pelo câmbio, o setor vem sofrendo devido à retração da demanda interna.
A expectativa é que em 2016 a indústria ainda sofra devido ao cenário atual de incertezas, paralização do Governo Federal, aumento do desemprego, queda da renda dos trabalhadores, trajetória crescente da dívida pública e juros elevados.
De acordo com os pesquisadores, mesmo que ocorra uma recuperação lenta da economia brasileira a partir de 2017, a indústria ainda passará por alguns anos de dificuldades.



