O presidente executivo da Abicalçados, Heitor Klein, acredita que com o retorno à normalidade política, o Brasil caminha para encontrar uma resolução que irá acalmar os mercados e espera que, “após fazermos a lição de casa, as empresas estarão preparada para a retomada com mais produtividade”.
Nesse contexto, o dirigente da Abicalçados vislumbra boas perspectivas de aquecimento das exportações. Heitor Klein destacou que a perspectiva de diminuição da produção de calçados na China deve abrir oportunidades no mercado internacional.
“Isso soa como música aos nossos ouvidos. Temos um parque fabril estruturado, esperando a demanda aumentar no mercado interno e internacional”, disse
Segundo ele, o Brasil, que produz cerca de 850 milhões de pares de calçados anualmente, tem possibilidades de, tranquilamente, ultrapassar a marca de 1 bilhão de pares produzidos.
“Temos uma capacidade ociosa em torno de 20%. Assim que foram restabelecidas as condições de competitividade, buscaremos esse patamar. Estamos preparados para atender a demanda assim que ela voltar”, acrescentou.
O ano de 2015 não foi positivo para os calçadistas brasileiros. Ao longo do ano passado, as 7,9 mil indústrias de calçados viram a produção despencar mais de 7%, queda que ocasionou a perda de mais de 25 mil postos de trabalho ao longo do ano.
A sequência de más notícias teve continuidade no primeiro semestre de 2016, com a redução da demanda no mercado interno e a perda de confiança de empresários e consumidores com a situação política e econômica brasileira.
Mas parece que a roda parou de andar para trás. Pelo menos essa foi a tônica da coletiva de imprensa realizada pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), na Francal, em São Paulo.
Varejo
O diretor-executivo da Associação Brasileira de Lojistas de Artefatos e Calçados (Ablac), Wesley Barbosa, ressaltou que as vendas de calçados devem melhorar ao longo do segundo semestre, o que não será suficiente para um incremento da performance do varejo ao longo do ano.
“Neste ano, qualquer número acima de zero estará bom”, disse.
Por outro lado, o dirigente se mostrou otimista para 2017, em caso de resolução da questão política brasileira.
“No próximo ano, mantidas as condições atuais da recuperação econômica, devemos crescer entre 15 e 2%”, projetou Barbosa.



