sexta-feira, 19 jun 2026 ☀ Franca/SP 22°C
DólarR$ 5,18▲ 0,0%
EuroR$ 5,98▲ 0,0%
Selic14,50%▲ 0,0%
BitcoinR$ 326 mil▲ 0,0%

Infarto, AVC e outros: saiba perceber sinais de alerta para doenças cardiovasculares

Indivíduos com histórico familiar de doenças do coração ou AVC devem realizar avaliação cardiológica com mais frequência,

Compartilhar

As doenças cardiovasculares continuam sendo a principal causa de morte no Brasil. Em 2024, mais de 440 mil pessoas perderam a vida em decorrência dessas enfermidades, o que representa cerca de 30% do total de óbitos registrados no país no ano passado.

Segundo o cirurgião cardiovascular e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular, Dr. Elcio Pires Junior, “as doenças cardiovasculares formam um conjunto de condições que afetam o coração ou os vasos sanguíneos. Entre elas estão a hipertensão, a insuficiência cardíaca, o acidente vascular cerebral, o AVC, as arritmias e problemas estruturais do coração”.

O médico explica ainda que ataques cardíacos e AVCs são considerados eventos agudos dessas doenças. “Eles geralmente resultam de bloqueios que impedem o fluxo sanguíneo adequado para o coração ou o cérebro”, comenta o cirurgião.

A principal causa dessas obstruções é a aterosclerose, o acúmulo de gordura nas paredes internas das artérias, que compromete a circulação do sangue. No caso dos AVCs, além do bloqueio, o problema pode ocorrer por ruptura de vasos sanguíneos no cérebro, levando a hemorragias graves.

Continua depois da publicidade

Tudo passa pelo estilo de vida

O estilo de vida tem papel central no desenvolvimento dessas condições. “As causas podem ser diversas, mas, na maioria das vezes, estão ligadas a hábitos não saudáveis. Alimentação desequilibrada, sedentarismo, tabagismo e consumo excessivo de álcool favorecem o surgimento de fatores de risco como pressão alta, glicemia elevada, colesterol alterado, sobrepeso e obesidade”, alerta Elcio.

É importante estar atento aos sinais de alerta. A dor ou desconforto no centro do peito, que pode irradiar para braços, ombro esquerdo, cotovelos, mandíbula ou costas, é um dos sintomas mais comuns de infarto.

Outros indícios incluem vômitos, tontura, suor frio e palidez. “Mulheres, em particular, podem manifestar sintomas atípicos, como náuseas e falta de ar”, acrescenta o especialista.

O popular derrame

O AVC também exige atenção imediata. Fraqueza ou dormência súbita na face, braço ou perna, especialmente em um dos lados do corpo, dificuldade para falar ou entender a fala, perda de visão, perda de equilíbrio, dor de cabeça súbita e intensa, desmaio ou perda de consciência são sintomas típicos.

“Reconhecer rapidamente esses sinais e buscar socorro é essencial para evitar sequelas graves e aumentar as chances de recuperação”, destaca o Dr. Elcio.

Para o cirurgião, a prevenção deve ser o foco. “A maioria dos fatores de risco pode ser controlada com mudanças simples no estilo de vida. Manter uma dieta equilibrada, praticar atividade física regular, não fumar, dormir bem e controlar o estresse são atitudes fundamentais”, explica.

Principais exames

Para rastrear doenças cardiovasculares iminentes, é fundamental realizar uma avaliação completa. “Indivíduos com histórico familiar de doenças do coração ou AVC devem realizar avaliação cardiológica com frequência, mesmo que não apresentem sintomas”, orienta o cardiologista Dr. Elcio.

Ele explica que há diversos exames que ajudam a detectar alterações precoces. “O eletrocardiograma, por exemplo, avalia a atividade elétrica do coração. Depois temos o ecocardiograma que utiliza ultrassom para visualizar as estruturas internas do coração”.

Segundo o médico, ‘outro exame indicado é o MAPA – Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial – ele registra a pressão arterial ao longo de 24 horas, ajudando no diagnóstico da hipertensão. Além disso, os exames de sangue são essenciais, pois medem os de colesterol, triglicerídeos, glicose, ácido úrico e outros marcadores que indicam risco cardiovascular”, afirma o médico.

Por fim, o especialista reforça: “Além desses, há outros exames que podem ser solicitados conforme o histórico e os sintomas de cada paciente. O acompanhamento médico é essencial para definir quais são os mais adequados.”