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Ingerir água em excesso realmente faz mal? Entenda os riscos e sintomas

Apesar de raro, casos de intoxicação com água podem acontecer; nefrologista conta quais são os sintomas

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Beber água em excesso pode, sim, trazer riscos à saúde – foto Freepik

 

Você sabia que beber água em excesso pode trazer riscos à saúde? O assunto veio à tona após um menino de 10 anos ser internado com intoxicação por beber seis garrafas de água em uma hora nos Estados Unidos.

A Tamires Piraciaba ajuda a entender como ocorre a intoxicação por água, qual o limite de consumo diário e quais os sintomas de beber água em excesso. Confira!

O que é a intoxicação por água?

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Segundo a nefrologista, a intoxicação por água não é comum de ocorrer. “Um adulto sem problemas de saúde precisaria ingerir mais de 10 litros por dia [para ter intoxicação]”.

“Rins saudáveis eliminam grandes quantidades de líquido. Entretanto, em casos de intensa perda hídrica pelo organismo — como provavelmente foi o caso do garoto — há maior propensão à intoxicação”, explica.

No caso do menino, ele ingeriu um grande quantidade de água devido ao calor intenso e, por isso, houve a intoxicação. “O corpo acaba eliminando água e sais pelo suor; ao realizar reposição somente com água pura, há mais chances de intoxicação. Esse risco também ocorre, por exemplo, em maratonistas de grandes distâncias.”

Quais os riscos e sintomas de beber água em excesso?

Quando há consumo de água em excesso, há uma redução abrupta de sódio no sangue, chamada de hiponatremia.

Isso traz riscos para a saúde, e a profissional conta quais os sintomas mais comuns: “O consumo excessivo de água pode diluir o sódio, o que pode ter como consequência o edema cerebral. A pessoa pode ter mal estar, náuseas, vômitos, perda do nível de consciência e convulsão, entre outros sintomas.”

Qual o limite máximo de água que pode ser consumida diariamente?

O recomendado para um adulto saudável é o consumo de 30 a 40 mililitros de água para cada quilo do peso da pessoa. De acordo com a nefrologista, a água mineral deve ser a principal fonte de líquido.

“Esse consumo pode ser aumentado conforme as condições de exercício físico, temperatura e umidade. Há pessoas que precisam restringir a ingestão líquida — como cardiopatas e portadores de doença renal crônica. O limite é definido com avaliação médica”, explica.

O que pode ajudar na hidratação, além da água mineral?

Para aliviar o calor e se hidratar após exercícios físicos, a água mineral é a melhor opção, mas com cuidado para evitar excessos.

“O perigo está no exagero — como foi o caso da criança que tomou seis garrafas em uma hora. A diferença do veneno para o remédio está na dose, isso também vale para a água. Ingerir água, aliviar a sede sem exageros e manter suas atividades habituais. Isso reduz os riscos de hiponatremia e também evita desconfortos abdominais.”

Caso a pessoa seja adepta de exercícios de longa duração, como maratonas, é importante ter um cuidado extra.

“Quando realizamos atividade física habitual, de cerca de uma hora de duração, a água mineral pode ser utilizada. Para treinos longos, quando há calor excessivo, e em maratonas, o uso de isotônicos são importantes para reposição de água com eletrólitos”, afirma.

*Informações Receitas Globo