quinta-feira, 18 jun 2026 ☀ Franca/SP 16°C
DólarR$ 5,18▲ 0,0%
EuroR$ 5,98▲ 0,0%
Selic14,50%▲ 0,0%
BitcoinR$ 326 mil▲ 0,0%

INSS vai usar inteligência artificial para identificar atestados fraudulentos

Antes da implantação da inteligência artificial, o INSS monitora atestados médicos de quem solicita auxílio por incapacidade temporária

Compartilhar

A inteligência artificial (IA) vai ajudar o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) a detectar fraudes em atestados médicos. O órgão federal vai adotar a ferramenta amplamente no começo de 2024 para identificar documentos fraudulentos enviados para solicitar benefícios.

Com a tecnologia, os dados serão cruzados para mapear quaisquer irregularidades. Um dos bancos usados será o Atestmed, que fica dentro do site e do aplicativo Meu INSS. Esse sistema envia digitalmente a documentação médica do cidadão ao órgão.

A IA vai conferir a identificação dos médicos e registros nos Conselhos Regionais de Medicina (CRM). Além disso, a tecnologia observará disparos em massa de um endereço de IP único e ainda a letra dos médicos.

Por amostragem

Continua depois da publicidade

Análise comportamental também será integrada. Antes da implantação da inteligência artificial, o INSS monitora os atestados médicos de quem solicita auxílio por incapacidade temporária (antes conhecido como auxílio-doença) por amostragem.

Têm direito ao benefício aquelas pessoas seguradas pelo INSS que comprovem, em perícia médica, a incapacidade para a atividade por mais de 15 dias consecutivos. A carência é de 12 contribuições mensais.

Emitir atestado é considerado crime

A isenção da carência inclui acidentes ou doenças causadas pelo trabalho e a lista de 17 doenças especificadas na Portaria Interministerial MTP/MS nº 22, de 31/08/2022. Quem for pego apresentando atestados médicos falsos vai responder criminalmente.

O INSS busca reduzir as filas de solicitações de aposentadorias e auxílios. Atualmente, existem mais de 1,6 milhão de pedidos na fila, segundo o Portal da Transparência Previdenciária. Algumas dessas pessoas, 7,5% delas, estão esperando a análise de seis meses a um ano. A maioria, 55%, estão há até 45 dias.

De acordo com o portal Tecmundo, o Ministério da Previdência Social pretende reduzir todos segurados para que aguardem no máximo um mês e meio até o final deste ano. A ideia é que até dezembro de 2024 todos os pedidos sejam respondidos em 30 dias.