Com o voto contrário apenas do senador Renan Calheiros (MDB-AL), o Senado aprovou nesta terça-feira um projeto de lei de autoria do senador Airton Sandoval (MDB-SP), que determina a redistribuição da cobrança do Imposto sobre Serviços (ISS) para empresas de aplicativos de transporte, como Uber, 99 e Cabify. Pelo parecer do relator Armando Monteiro (PTB-PE), agora o recolhimento tributário será feito no município de embarque do passageiro, e não onde está sediada a empresa responsável pelo transporte, como ocorre hoje em dia.
O projeto favorece os municípios, já que hoje a maioria das sedes das empresas de transporte privado de passageiros está localizadas em São Paulo. A proposta segue agora para votação na Câmara.
O percentual do ISS dos aplicativos, de acordo com regulamentação aprovada pelo Congresso ano passado, cabe ás prefeituras , sendo máximo de 5% do valor das corridas. No município do Rio, por exemplo, o prefeito Marcelo Crivella já determinou que, a partir do dia 1º de maio, os aplicativos de transportes Uber, Cabify e 99 passassem a pagar à prefeitura uma taxa de 1% sobre todas as corridas feitas na cidade.
— Meu projeto contraria meu estado, São Paulo, mas me motivou o espírito de justiça para com os municípios brasileiros. Não era justo que toda essa arrecadação dos aplicativos fique em um único município. Se o serviço em Belo Horizonte, Porto Alegre ou Brasília, porque o tributo tem que ser recolhido na capital do meu estado? — defendeu Airton Sandoval.




