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O problema crônico da poluição das águas no Rio de Janeiro é destaque de novo na mídia mundial |
A demissão em Londres de Peter Sowrey, um reconhecido líder esportivo do Iatismo, que era o presidente da Federação Internacional de Vela, pegou muito mal para as autoridades que organizam os Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro, Pior ainda, prejudica ainda mais a imagem brasileira no exterior, mostrando o alcance dos problemas socioambientais crônicos da Baia da Guanabara, um dos cartões postais do Rio de Janeiro. As agências Reuters e Associated Press, jornais, rádios e TVs de toda Europa informam que o esportista Sowrey havia sugerido que por causa da poluição as provas de Vela fossem transferidas para Búzios, “unindo a beleza do esporte com a da natureza neste local”. Ainda na virada de 2015 para 2016 vários biólogos brasileiros haviam sido entrevistados e confirmaram que a poluição das águas podiam causar problemas de saúde para os atletas da próxima Olimpíada, da mesma forma que prejudicam a população carioca e fluminense. A organização dos Jogos Olímpicos e autoridades da Prefeitura e do Governo do Rio Janeiro haviam, por sua vez, garantido que 80% da poluição da Guanabara seria controlada ainda em tempo para as disputas já marcadas para o meio deste ano. Porém, agora recentemente, esta porcentagem de despoluição caiu para 60%, oficialmente, embora pesquisadores e técnicos ambientais não acreditem nesta previsão.





