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Justiça solta advogados acusados de fraude, mas mantém francano preso

Francano que era chefe do Setor de Licitações em Miguelópolis continua sob investigações do Gaeco

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Francano Maurício Pugliesi Filho continua preso a pedido do Gaeco

​A Justiça revogou as prisões temporárias dos advogados Cássia Christina Verdiani Mansur Campanhã, de Bocaina, e Jefferson Danilo Magon Barbarossa, de Jaú, presos desde o último dia 19 por suspeita de envolvimento em esquema de fraudes em licitações na Prefeitura de Miguelópolis investigado pelo Núcleo de Franca do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Os alvarás de soltura foram expedidos nessa quarta-feira (27) e eles já estão em liberdade.

Conforme divulgado pelo Jornal da Franca, Cássia e Jefferson ocuparam cargos comissionados na Prefeitura de Miguelópolis há mais de dois anos. 

No último dia 19, eles foram presos junto com outras 12 pessoas, incluindo o prefeito da cidade, Juliano Mendonça Jorge (PRB), por suspeita de envolvimento em esquema de fraudes em licitações que funcionava na sede do Executivo e teria desviado cerca de R$ 6 milhões dos cofres públicos.

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“Cartas em branco”
A operação, batizada de “Cartas em Branco”, faz referência a documentos apreendidos na prefeitura em março do ano passado. 

De acordo com o MP, embora as contratações estivessem formalizadas entre prefeitura e empresas vencedoras das licitações, a maioria na modalidade carta-convite, procedimentos dos certames estavam em branco, sem assinaturas, evidenciando que as licitações poderiam ter sido direcionadas.

Inicialmente, os 14 presos na operação, entre eles os advogados, o prefeito e servidores do município de Miguelópolis, deveriam ficar presos por cinco dias, mas a Justiça prorrogou as prisões temporárias pelo mesmo período para que o Ministério Público (MP) concluísse o inquérito. 

Ontem, o órgão ofereceu denúncia contra 28 suspeitos de envolvimento nas irregularidades e representou pela prisão preventiva de todos.

Ao analisar o pedido da Promotoria, de acordo com o advogado Evandro Dias Joaquim, que defende Cássia e Jefferson, a Justiça decidiu revogar a prisão temporária dos seus dois clientes, que venceria nesta quinta-feira (28), e não decretar a prisão preventiva deles. 

Os alvarás de soltura foram expedidos ainda ontem e, Cássia, que estava presa em Pirajuí, e Jefferson, preso em Barra Bonita, foram colocados em liberdade.

Francano

O francano Maurício Pugliesi Filho é um dos presos pela Operação Cartas em Branco do Gaeco e suas declarações são tidas como as mais importantes no âmbito das investigações, pois todo o esquema de fraude passaria por ele, segundo os promotores.  

Em Miguelópolis, Pugliesi Filho era homem de confiança do prefeito Juliano Mendonça Jorge (eleito pelo PV em 2012 e que atualmente é filiado ao PRB) e que também está preso na operação realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado. 

Segundo investigações da Operação Cartas em Branco pelo Gaeco e pela Procuradoria Geral de Justiça,o francano Maurício Pugliesi Filho é suspeito de facilitar fraudes em licitações públicas já que era Chefe do Setor de Licitações da Prefeitura desde a posse de Juliano Jorge, em 2013. 

Afastado por irregularidades

De acordo com a polícia, Pugliesi Filho foi afastado do cargo na prefeitura pela Justiça após denúncias de irregularidades em vários processos presididos por ele.

Maurício Pugliesi Filho trabalhou na campanha de Juliano Jorge e logo após a posse assumiu cargo de extrema confiança do prefeito. Depois de ter sido afastado da Prefeitura, ele trabalhava em uma agência de motos de Miguelópolis. 

Mais de R$  6 milhões podem ter sido desviados por fraudes em licitações da Prefeitura de Miguelópolis, segundo o Ministério Público (MP).

Segundo o promotor Paulo Radunz, do Gaeco, as irregularidades foram encontradas em pelo menos 40 contratos assinados entre 2013 e 2015.

Cesar Colleti

O que acontece e como acontece em Franca e região