A Fundação La Roche-Posay, que há mais de 20
anos se dedica a pesquisas dermatológicas lançou nesta quarta, em evento em São
Paulo, um programa internacional com foco em crianças diagnosticadas com
câncer. Feito em parceria com a Childhood Cancer International (CCI),
cientistas e pais, a iniciativa tem o propósito de melhorar a qualidade de vida
das crianças que sofrem da doença e seus familiares por meio do suporte
emocional, facilitando a comunicação e fortalecendo os laços.
O evento de lançamento aconteceu na Casa da
Fazenda Morumbi e contou com a presença da atriz Luiza Valdetaro, que é
embaixadora da Fundação La Roche-Posay. Na ocasião, a atriz relembrou o
diagnóstico de leucemia da primogênita, Maria Luiza, de 11 anos, e contou o
quanto a troca de experiências com outros pais foi importante em sua
experiência. “Certa vez, eu não tinha me dado conta de que a Malu estava
com uma sensibilidade na pele por conta do tratamento. Só fiquei sabendo disso
quando outra mãe falou. Ela chorava pra tirar os curativos e eu não entendia,
achava que era frescura. Quanto mais a gente troca, mais chances temos de
poupar as crianças desses sofrimentos que são possíveis de evitar”, afirma
Luiza.
Inicialmente, o projeto será focado em três
principais ações, que respondem às necessidades específicas dos pacientes em
tratamento: protocolos de massagens de pais nos filhos, uma escala de emoções
para que as crianças consigam reconhecer e demonstrar suas emoções durante o
tratamento e um portal de informação. Com uma linguagem apropriada, o portal
reunirá todas as informações que pais e familiares precisam para lidar no
momento da descoberta da doença e com as dúvidas que podem surgir ao longo do
tratamento. A plataforma foi desenvolvida em parceria com famílias e
associações de pais e tem o objetivo de ser uma fonte confiável e qualificada
de informações.
“Em média, 300 mil crianças são
identificadas com câncer por ano no mundo, sendo 12 mil no Brasil e, por trás
do diagnóstico, são desencadeadas outras questões físicas e psicológicas, como
dores frequentes, falta de comunicação e quebra de laços familiares. Buscamos,
como o nosso programa, amenizar os traumas causados pela doença e entregar uma
qualidade de vida melhor para as crianças e seus pais”, diz Izabella
Martorelli, Gerente de Expertise Científica e Social.




