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Lideranças e pecuaristas debatem erradicação da febre aftosa no Brasil

Fábio Meirelles disse que é fundamental criar cronogramas para a erradicação da doença

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Os francanos Tirso e Fábio Meirelles, ao lado do Governador Alckmin e Secretário Arnaldo Jardim durante o Fórum (Foto Agricultura SP)

​Os próximos passos do plano de erradicação da febre aftosa no Brasil foram discutidos nesta quarta-feira, 25 de novembro, durante o Fórum “2020: O futuro do Brasil sem febre aftosa”, realizado pelo Conselho Nacional da Pecuária de Corte (CNPC), Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) e Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-SP)em São Paulo. 

Na cerimônia de abertura, o governador Geraldo Alckmin, acompanhado do secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Arnaldo Jardim, definiu a sanidade como questão central na pecuária, visto que o setor de proteína animal tem alcançado recordes no Brasil, especialmente no atual momento econômico vivenciado.

“Houve um avanço significativo, pois há 19 anos não temos foco da aftosa em São Paulo. Embora só tenhamos 5% do rebanho total de bovinos no Brasil, ainda transita pelo Estado o gado para abate e para o término da engorda, portanto ainda há possibilidade”, afirmou o governador.

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O governador ressaltou ainda os importantes avanços genéticos obtidos na área de pecuária de corte, com o desenvolvimento do sistema Boi 7.7.7., tecnologia do Instituto de Zootecnia (IZ) da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta) da Secretaria. “

Resultado de anos de pesquisas, o sistema consiste num animal com sete arrobas na desmama, sete na recria e sete no acabamento, totalizando 21 arrobas líquidas em apenas 24 meses”, disse. 

De acordo com o secretário Arnaldo Jardim, o trabalho desempenhado pela Pasta no que diz respeito à pecuária, que tem grande relevância no Estado de São Paulo e no Brasil, tem seguido as determinações do governador Geraldo Alckmin: 

“O primeiro deles é o aumento da produtividade, sendo que o governador é porta-estandarte do nosso projeto do Boi 7.7.7. O segundo é o registro da diminuição de emissão de gás metano pela pecuária nacional, que mostra que, no momento em que o mundo se reunirá em Paris para a Conferência do Clima (Cop 21), o Brasil já está fazendo sua lição de casa, minorando o impacto ambiental, para ganhar novos mercados de maneira significativa. Por derradeiro, temos a questão da defesa agropecuária”, disse.

TIRSO MEIRELLES

Para o presidente do Conselho Nacional da Pecuária de Corte (CNPC), Tirso de Salles Meirelles, a atuação da entidade junto ao Centro Panamericano de Febre Aftosa (Panaftosa) e o Grupo Interamericano para a Erradicação da Febre Aftosa (Giefa) é fundamental para criar cronogramas para a erradicação da febre aftosa, com um intenso trabalho realizado nas fronteiras do País.

“Temos conversado com pecuaristas e lideranças para criar cronograma que possibilite que, a cada ano, tenhamos um resultado efetivo e, em 2020, possamos considerar a retirada da vacinação”.

A proposta inicial apresentada no fórum é que, das duas vacinações anuais hoje aplicadas nos rebanhos, a primeira passe a ser destinada aos bezerros, até completar dois anos e a segunda, aos bezerros, às vacas leiteiras e aos garrotes, por cerca de três anos.

 “A ideia é mostrar que temos condições de agregar valor à carne, fortalecer o mercado interno e evitar perdas, com a possibilidade de acrescer cerca de US$ 7 bilhões na balança comercial”, disse, reiterando que o trabalho está sendo feito em conjunto com órgãos de países como Bolívia e Paraguai.

FÁBIO MEIRELLES

Na opinião do presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), Fábio de Salles Meirelles, o processo econômico da agropecuária brasileira está sendo o baluarte da segurança econômica do País.

“Queremos não só continuar aprimorando nosso campo tanto na questão econômica, social, como na qualidade do nosso abastecimento. Isso exige medidas severas e permanentes. Se temos 50 anos de trato da febre aftosa, sendo que dez anos há uma tranquilidade, precisamos também reduzir o custo operacional”. 

Cesar Colleti

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