
As campanhas políticas para a eleição municipal de outubro em Franca não serão apenas curtas em 2016.
Elas também terão poucos recursos – por conta da proibição de doações financeiras por pessoas jurídicas – e menos gente contratada, pois isto também foi limitado pelas regras do TSE – Tribunal Superior Eleitoral.
Candidatos a prefeito e a vereador ouvidos pelo Jornal da Franca mostram uma realidade diferente das eleições municipais anteriores: a falta de dinheiro fará com que, nem mesmo o limite estabelecido pelo TSE para contratações seja alcançado em Franca.
“Há dois problemas: a dificuldade de conseguir doações de pessoas físicas e a rigidez para a contração de pessoas, que devem ser registradas com todos os dados e os encargos no período de campanha”, disse um dos coordenadores de um dos prefeituráveis de Franca.
Os candidatos a Prefeito poderão contratar até 502 pessoas para trabalharem na campanha. “Mas como contratar tanta gente com tanta exigência e tão pouco dinheiro?”, reclama um presidente de partido.
Os candidatos a Prefeito acham difícil atingir o teto de gastos de R$ 363.371,52 no 1º turno e de mais R$ 109.011,38 no segundo turno, caso ocorra.
Sem dinheiro, a saída é investir em campanhas melhor direcionadas e com controle absoluto do que será e como será gasto.
No caso dos “vereáveis”, absolutamente nenhum dos candidatos, com certeza, atingirá o máximo de 251 pessoas trabalhando na campanha.
Igualmente, será praticamente impossível encontra algum deles que atingirá o limite de gastos de R$ 58.784,55 para tentar uma das 15 vagas na Câmara de Franca.



